quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Verão

Estamos em pleno verão, e exercitar o corpo parece uma mania nacional. As academias, os calçadões, as pistas de Cooper e as praias ficam lotadas. Gosto disto. Mas existe outro exercício, muito mais importante, e ainda melhor, que é praticado contra o nervosismo, a dúvida, a ansiedade e a autocensura. Requer o sacrifício da vontade e a concentração da mente, e promete como resultado o domínio próprio.

A mídia lhe pressiona para cuidar da aparência física. As pessoas do seu convívio, de alguma forma, contribuem com essa pressão. Você quer parecer bem, tirar os excessos ou simplesmente as “gordurinhas” localizadas, no mínimo passar a impressão de estar em forma. Isto é bom para a saúde e para o ego. Mas, esta não é a principal coisa que Deus vê quando olha para você.

Certa ocasião, o profeta Samuel foi enviado a Judá para ungir alguém que se tornaria rei de Israel. Samuel encontrou um filho de Jessé de boa aparência física, e pensou: “Deve ser esse cara”, ele tem uma aparência impressionante. Mas Deus o alertou:

Não considere sua aparência, nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem. O homem vê a aparência, mas Deus vê o coração. 1Sm 16.7

Você é tentado a concentrar seus esforços na aparecia da pessoa exterior pensando ser o mais importante. Todavia, é no seu interior que está o verdadeiro ser, que nunca deixará de existir: seu espírito. Sua personalidade interior está em processo de tornar-se alguma coisa boa ou ruim. Isso é o que mais importa.

Temos uma versão exterior constituída pela pele, o cabelo, o rosto, o corpo como um todo, e também pela reputação, que é a imagem pública. O exterior pode ser coagido por outras pessoas ou forças, o interior é sempre livre para escolher. O eu exterior pode ser medido, pesado e analisado em sua química. O interior tem unidade e mistério indescritíveis. O eu exterior é temporário. O interior é eterno.

Há mais uma coisa que você precisa saber e encarar: O corpo envelhece. As mudanças vão aparecer, mais cedo para alguns, mais tarde para outros, mas vão aparecer. Os cabelos vão cair ou ficar grisalhos. A pele vai perder a elasticidade e começar a enrugar. O peso começa a mudar e a luta com a gravidade é intensificada. As doenças silenciosas começam a aparecer e a fazer barulho.

Talvez, você seja jovem e não se preocupe com isso, inconscientemente, imagine que isto nunca acontecerá. Mas o dia chegará, e você envelhecerá. A não ser que morra antes. Aí você vai ter um processo de mudança muito mais rápido do que o envelhecimento. A decomposição.

Você pode lutar contra o envelhecimento como quiser, tanto quanto puder. Pode esbanjar tempo e dinheiro em seu corpo: exercitando-o, matando-o de fome, enchendo-o de Botox, tentando impedir a queda do cabelo besuntando-o e massageando-o de tônicos milagrosos. Esticando o que encolheu, levantando o que caiu, puxando aqui e ali, ou vestindo com roupas luxuosas e sofisticadas, mas nada impedirá a velhice de chegar.

Nota: Alguém sugeriu que o primeiro instrumento de medição do tempo não foi à ampulheta, nem o relógio; foi à artrite reumatóide.

A questão não é se existe uma vida exterior e outra interior, mas a qual delas, você está tentando dominar? Viveremos e morreremos no devido tempo, mas estamos destinados à eternidade. Fico imaginando, como viveríamos de forma diferente, se a condição de nossa alma, fosse tão visível, quanto à do nosso corpo.

No dia a dia você é inundado por mensagens que o deixam obcecado com o seu eu exterior. Especialistas afirmam que aquele se exercitar com regularidade acrescentará alguns anos a sua vida. Isto é bom, e você deve querer isto.

Portanto, seja grato pelo seu corpo. Faça as pazes com ele. Alegre-se com a força que ele tem, mesmo que diante de outros não pareça muita coisa. Aceite-o em suas limitações. Cuide dele, mas lembre-se, ele está se consumindo pouco a pouco. Já o seu interior, por outro lado, é capaz de uma glória que neste exato momento você não consegue nem imaginar.

Não se deixe engana e faça o seu maior investimento no que, verdadeiramente, faz a diferença. Invista no que permanecerá.

Dispomos de muitos recursos para acompanhar o desenvolvimento exterior, como a balança, programas de computador, o espelho, a fita métrica, o medidor de pressão, acompanhamento especializado, e tantos outros, mas o desafio é: como acompanhar o bem estar da parte interior? Daquela que faz a diferença.

Trouxe algumas sugestões que podem ajudá-lo a vencer esse desafio.

1-Tempo para ficar a sós com Deus e ouvi-lo – serve como balança e espelho.

2-Avaliar com seriedade a sua vida sentimental secreta, ou seja, para onde está inclinada sua mente, e como a inveja, a culpa, o julgamento, a murmuração ou a cobiça está roubando a vida e a alegria da sua pessoa interior – serve como medidor de pressão.

3-Outra boa balança: Amigos que o amem o suficiente para lhe dizer a verdade.

4-Auto-analise e confissão – serve como espelho e fita métrica.

5-Perguntas-chave como: com que facilidade sou desencorajado hoje em dia? Com que facilidade me irrito, comparado com o passado. É uma forma de acompanhar as tachas.

6-Análise das nossas prioridades e talões de cheque – é um bom check-up.

Vou lhe fazer uma proposta que servirá de ponto de partida: passe tanto tempo cuidando do seu interior quanto você dedica ao eu exterior. Seja qual for à quantidade de tempo que você gastou alimentando, exercitando, limpando e vestindo seu exterior esta semana, gaste pelo menos o mesmo tanto alimentando, exercitando, limpando e vestindo o interior.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

ANO NOVO

Um novo ano inicia. Não sei quais são as suas expectativas, e nem em que elas estão apoiadas, mas sei que muitos crêem na própria força e em suas qualidades. Estes fazem planos, elaboram projetos e vivem em função deles. Pensam que se bastam e que fazem acontecer, mas quando são surpreendidos por um imprevisto e perdem o controle desesperam, ficam frustrados e opressos.

Outros crêem é na estatística e preferem banhar-se no rio dos elogios e do sucesso. Sentem-se o máximo quando os índices indicam a sua popularidade e pensam: “Todas essas pessoas não podem estar erradas”. Mas, estão!

Jesus contou a parábola sobre um fazendeiro que após boas colheitas, ampliou e encheu os depósitos, e disse: “Juntei o suficiente para muitos anos. Vou desfrutar” – ou seja, sou o máximo. Eu me basto! Eu faço acontecer e mereço tudo isso. Mas, Deus lhe disse: “Louco, está noite morreras, e para quem ficará tudo isso”.

Outros crêem é na reputação e se auto promovem seguindo caminhos opostos a Cristo. Estão mais preocupados com a aparência do que com qualquer outra coisa. Isto é tão importante, nos nossos dias, que a promoção se tornou uma arte com status de ciência. É o marketing. A mídia é usada para esse fim e os “marqueteiros” são disputados a peso de ouro.

Pensando nisto, lembro da história de José, que era um simples carpinteiro que morava numa cidade provinciana de péssima reputação, e que nunca disse uma palavra, sequer, que merecesse ser mencionada na Bíblia, mas foi o escolhido para padrasto de Jesus. Por que escolher José, se existia outras opções, aparentemente melhores? A melhor resposta talvez esteja em que ele era capaz de desistir da própria reputação por temor a Deus. José tomou a grande decisão de sua vida ao colocar os planos de Deus na frente dos seus e trocar a sua reputação por uma noiva grávida de um filho ilegítimo.

Porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor a mim achá-la-á. Mt 16.25

Parafraseando: Aquele que quiser promover a sua reputação a qualquer custo, a perderá; mas aquele que a renunciar para promover ao Senhor Jesus, o Cristo, a achará. O próprio Jesus a promoverá.

A questão é: você perderia a sua reputação para ver Jesus nascer no seu mundo? Refiro-me ao lugar onde você influencia e é influenciado. Vejamos alguns exemplos:

1 – Você tem uma profissão e alguém lhe apresenta a oportunidade de projeção, mas você precisa fazer algo que vai contra os princípios cristãos. Algo que vai melhorar a sua reputação profissional, mas vai manchar a reputação de Cristo. O que você escolhe?

2 – Durante a aula, um determinado professor, traz teorias anticristãs, e diante da turma, você é convidado a dar a sua opinião, sabendo que a classe está do lado do professor, e com a contestação você poderá ser considerado um tolo religioso. O que você faz?

3 – Sua família e seus amigos não aceitam a religião, e pensam que você está louco. Sua mudança de vida incomoda a eles, pois querem a pessoa antiga de volta. Você precisa fazer uma escolha. O que você escolhe?

Às vezes, para fazer as coisas certas, é preciso dizer não as coisas boas, e esta não é uma escolha fácil. José fez a escolha dele. Enfrentou a sociedade, renunciando à reputação, assumindo o casamento em circunstancias, no mínimo, duvidosas. O Senhor Deus procura “Josés” através dos quais Ele possa entregar Cristo ao mundo. Você se candidata?

João descreve a primeira multiplicação dos pães, da seguinte forma: Jesus vendo a multidão faminta disse a Filipe para alimentar o povo. Filipe ficou apavorado e disse: “Não temos onde comprar a quantidade de pães necessária, e mesmo se tivéssemos não teríamos dinheiro suficiente”. André, que ouvia a conversa, disse: “Senhor aqui está cinco pães e dois pequenos peixes. Não sei o que vai fazer com isto, mas está a sua disposição. Jesus pegou os pães e os peixes, fez o milagre, e alimentou a multidão.

Talvez você esteja como Filipe fazendo contas no inicio deste ano, e quanto mais você faz contas, mas chega à conclusão que não tem jeito, e por isso anda triste, preocupado e sem saber o que fazer. Aconselho-o a abandonar a atitude de Filipe e assumir a de André, entregando tudo ao Senhor, e o ano de 2011 será o ano de multiplicação em sua vida.

Que o ano de 2011 seja a plataforma de lançamento da realização de todos os seus sonhos. Tenha vida longa e prospera, no temor do Senhor.


sábado, 25 de dezembro de 2010

NATAL



Hoje (25 de dezembro) o mundo cristão comemora o cumprimento de uma promessa: a vinda do Messias, (Deus se fez homem – Emanuel, Deus conosco).

Existe uma corrente teológica que contesta esta data, usando fortes argumentos históricos, embora concorde com esses argumentos, sei que isso não é importante. Primeiro porque ninguém apresenta outra data, (com 100% de acerto), e segundo porque a importância não está na data, mas no acontecimento.

Nota: Poderia dizer que este acontecimento é o “marco zero” do cristianismo, e levantaria outra questão teológica, pois alguns contestariam dizendo que é o Calvário.

A verdade é que o nosso Deus gosta de fazer promessas e sente prazer em cumpri-las. Deus nunca esquece uma promessa, para Ele a promessa é um acordo solene de peso obrigatório. Ele é fiel para cumprir as Suas promessas, e para fazer o que disse que faria, mesmo quando parece que nada está acontecendo. Todas as promessas que Ele fez a você serão cumpridas, mais cedo ou mais tarde, mas serão cumpridas. Persevere e verá que Deus é fiel!

Deus não aprova aquele que não cumpre as promessas que faz. Ele se alegra quando Seus filhos O imitam sendo fieis. Se você quiser alegrar a Deus, precisa cumprir as promessas que fez. Você não é obrigado a prometer algo, mas tendo prometido é obrigado a cumprir.

Sei que algumas promessas foram feitas pelo valho homem, que está morto e sepultado, neste caso é preciso deixar isto bem claro. Não importa se as promessas forem espirituais ou não. Resolva a questão.

Você pode estar irritado e desapontado porque esta não é a vida que você queria, e nem o casamento que você esperava, mas lá no passado está a promessa que você fez. Aconselho-o a fazer tudo o que for possível para cumpri-la, e se já tiver tentado, tente outra vez – faça mais uma tentativa.

Você pode perguntar: “Por que deveria?” E a melhor resposta seria: Para que possa entender a profundidade do amor de Deus. Ao amar aquele que não o ama, aquele que aos olhos do mundo, não merece ser amado, você tem um vislumbre daquilo que Deus fez por você.

Ao amar o fraco e doente, ao estender os braços para acolher o filho pródigo, fazendo o que é certo, mesmo ele tendo feito o errado, você faz o que Deus faz a cada instante.

Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgado pela lei da misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo. Tg 2.12,13

Nota: Cumprir o pacto é a sua absolvição do tribunal de Julgamento.

Quando você ama os mentirosos, embora deteste a mentira. Quando usa de misericórdia com os trapaceiros, mesmo não concordando com trapaças. E quando procura compreender aqueles que de alguma forma o tentam prejudicar, embora não seja masoquista. Você está imitando o Senhor Deus – está imitando o que Ele fez por nós.

Portanto, preste atenção em suas desavenças e nunca esqueça que Deus deseja que você entenda o amor d’Ele, e também quer que o demonstre.

Nota: Demonstre o amor que está dentro de você e destaque-se, neste aspecto, mesmo que pareça tolo aos olhos do mundo.

Olhe para dentro de si mesmo, e em volta, e perceba que Deus está lhe dando uma chance de demonstrar o que esta data representa, (o que o natal representa), mostre ao seu cônjuge, aos seus filhos, aos vizinhos, a sua comunidade e a quem mais interessar, o que o verdadeiro amor faz.

Negue a justiça da carne que diz: “Cobre na mesma moeda”. Rejeite a justiça própria que o instiga ao revide. Use a imaginação e veja os anjos do Senhor dizendo: “Este é candidato a ser um homem segundo o coração de Deus ou esta é candidata a ser uma mulher segundo o coração de Deus”.

Estes são os meus votos: Faça desta data o seu natal, tenha vida longa, prospera e temente a Deus.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

PACIÊNCIA (III)

O passo final para desenvolver a paciência é depender de Deus. A paciência não é uma questão de força de vontade humana; É uma característica do fruto do Espírito. Você não pode simplesmente usar a psicologia e dizer: “Vou ser paciente nem que morra”. Vai acabar morrendo de enfarte ou de algo parecido.

Paciência não é fazer de conta que tudo está bem quando não está. Paciência não é usar uma máscara. Quando a paciência é fruto do Espírito, você tem paz interior. Certas situações não vão aborrecê-lo como antes, porque você está dependendo de Deus.

A paciência é uma forma de fé. Ela diz: “Confio em Deus”. “Sei que Deus é maior do que esse problema”. “E creio que Deus pode colocar a mão nisso e torná-lo em benefício para minha vida”. A fé nos ajuda a olhar para a vida do ponto de vista de Deus. A fé nos ajuda a dizer: “Senhor o que queres que eu aprenda nessa situação?”. E não: “Por que isso aconteceu?”.

Noé precisou esperar dezenas de anos pelo dilúvio. O tempo ia passando e Noé ali firme construído a arca e alimentando os animais, enquanto a opinião pública zombava dele. Ele tinha muita fé e a mulher dele tinha muita paciência.

Abraão também esperou muitos anos para ter um filho, Saara não teve tanta paciência e por isso se envolveu com Aghar e teve problemas com Ismael.

Moises esperou 40 anos no deserto, e então outros 40 anos conduzindo os filhos de Israel em direção à terra prometida. Foi muito tempo para ser paciente.

Todos no AT aguardaram o Messias. Nos dias do NT, os discípulos aguardaram o Espírito Santo no Cenáculo. A Bíblia é um livro que trata da espera. Porque esperar demonstra fé, e a fé agrada a Deus.

O mais difícil de esperar, em Deus, é quando você está com pressa, e Ele não está. É difícil ser paciente quando aguardamos aquela resposta de oração e ela não vêm como esperamos. Quando esperamos aquele milagre, e Deus não se manifesta. Quando esperávamos que Deus mudasse a nossa condição financeira, resolvesse o problema de saúde, ou mudasse o comportamento dos filhos, esposa, marido, ou aquele parente problemático.

É difícil quando temos toda a pressa do mundo, e Deus parece não ter nenhuma pressa. Esperar pacientemente é uma evidência de fé. Você já pensou que o Senhor pode estar esperando pacientemente que você aprenda ou pratique alguma coisa e você vive se fazendo de desentendido e nunca se posiciona.

A paciência também é um teste de fé. Quanto tempo você pode esperar?

Nota: Lázaro era um bom amigo de Jesus, mas um dia ficou muito doente. As irmãs dele mandaram chamar Jesus. E Jesus esperou de propósito mais dois dias, antes de partir para Betânia. Quando chegou, Lázaro tinha morrido e já estava sepultado.

Todos pensaram que Jesus chegou tarde demais. Mas Ele sabia que não era tarde demais. Foi até a sepultura e chamou Lázaro.

O que precisamos aprender e aceitar é que Deus nunca está atrasado. Está sempre na hora. O horário de Deus é perfeito. Ele nunca se atrasa e nem se deixa influenciar. Embora alguns crentes tentem fazer a agenda do Senhor, e oram dizendo: Deus você não está vendo, isto ou aquilo... Faça isso e isso.

Nota: Os irmãos da Igreja em Recife costumam dizer que “Deus nunca se atrasa o nordestino é que se avexa”.

A paciência é a evidência da nossa fé. Onde Deus estava quando os amigos de Daniel (Sadraque, Mesaque e Abdnego) eram preparados para a fornalha? Lá dentro (da fornalha) esperando por eles.

Deus é paciente, e se formos seus filhos, devemos apresentar os traços de Sua família, e ser paciente. Por isso, Ele nos avisou que teríamos tribulações nesta vida, e enviou o Espírito Santo para nos ajudar produzindo paciência em nós. A paciência faz parte do caráter de Cristo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PACIÊNCIA (II)

A paciência começa mudando a maneira de encarar alguma coisa. Quando estou impaciente, tenho uma perspectiva limitada, e tudo o que vejo é a mim mesmo: minhas necessidades, meus desejos, meus alvos, meu tempo, minhas carências e como esta ou aquela pessoa está atrapalhando a minha vida.

A raiz da impaciência é o egoísmo. Por isso preciso obter uma nova perspectiva de vida. Preciso aprender a ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa. É muito fácil aprender e muito difícil de praticar.

Se você quer que o seu casamento seja um sucesso, aprenda a olhar para a vida do ponto de vista do seu cônjuge.

Se quiser ter sucesso como pai, aprenda a olhar a vida do ponto de vista de seu filho.

Se quiser ser um homem de negócio bem sucedido, aprenda a ver a vida do ponto de vista de seus clientes.

Se quiser ter sucesso como funcionário, aprenda a ver a vida do ponto de vista de seu empregador.

Descubra o porquê de agirem como agem.

A sabedoria do homem lhe dá paciência; a sua glória está em esquecer ofensas. Pv 19.11

Sabedoria é ver a vida da perspectiva de Deus – Olhar a situação do ponto de vista d’Ele. Dessa perspectiva podemos chegar a três importantes conclusões.

Sou apenas humano, e naturalmente Deus sabe disso, mas quer que eu também saiba. Não sou perfeito e não estou no controle. Na realidade, a maior parte das coisas que enfrento são coisas que não posso controlar. Sou apenas humano.

Nenhum ser humano é perfeito; por isso não deve me surpreender ou ficar excessivamente aborrecido, quando as pessoas cometerem erros ou me decepcionarem.

Deus está no controle, e pode usar as situações, as irritações e os problemas que penetram em minha vida para realizar os propósitos Dele para mim.

Os passos dos homens são dirigidos pelo Senhor. Pv 20,24

Isto significa que você pode experimentar algumas interrupções celestiais. Às vezes o Senhor vai colocar pessoas irritantes ao seu redor com o propósito de lhe ensinar alguma coisa.

Adquira uma nova perspectiva e olhe o ponto de vista de Deus. Na Bíblia, Deus compara a paciência com a maturidade.

O longânime é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado demonstra loucura. Pv 14.29

Nota: A paciência é sinal de maturidade. A maioria das crianças é muito impaciente; elas não conhecem a diferença entre não e ainda não. Quando os bebês não conseguem imediatamente o que desejam, ficam muito irritados.

A maturidade envolve a capacidade de esperar. Uma boa maneira de se tornar paciente é desenvolver o senso de humor, aprenda a rir de si mesmo. Descubra de alguma forma a parte divertida da frustração.

O coração tranqüilo é a vida da carne. Pv 14.30.

As pessoas que riem, além de viverem melhor vivem mais. O humor é um solvente da tensão. É um antídoto para a ansiedade. É um tranqüilizante sem nenhum efeito colateral. O riso é o amortecedor nos choques da vida.

Se você conseguir rir de determinada coisa, poderá conviver com ela. E, além disso, se aprender a rir de seus problemas, nunca deixará de rir de alguma coisa.

Aquele que está entronizado nos céus ri. Sl 2.4

Deus tem senso de humor. Você gostaria de ser mais parecido com Deus? Aprenda a rir isso poder ajudar a preservar a santidade. Todos precisaram desenvolver o senso de humor.

O coração alegre é bom remédio. Pv 17.22

Outro passo importante para tornar-se paciente é aprofundar o amor.

O amor é paciente. 1co 13.4

Significa que, quando sou impaciente, não tenho amor, porque o amor é paciente. Quando você ama alguém, também se interessa pelas suas necessidades, quer conhecer os desejos, os sofrimentos e também os pontos de vista dessa pessoa.

Quando você está cheio de amor, quase nada pode provocá-lo a se irar ou deixá-lo impaciente. Mas quando está cheio de raiva, qualquer coisa pode provocá-lo.

Sejam humildes e amáveis. Sejam pacientes uns com os outros, tendo tolerância pelas faltas uns dos outros por causa do amor entre vocês. Ef 4.2 BV

Quando você está sob pressão, qualquer coisa que estiver dentro de você vai sair. Por isso, aprofunde o seu amor, e fique com a certeza, de que, o que vai sair é bom.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PACIÊNCIA (I)

Destaco a paciência entre as virtudes do homem, pelo fato de que precisamos dela o tempo todo, e em todo lugar. Penso que você, assim como eu, já teve a experiência de fazer uma oração de desabafo dizendo: “Senhor, eu não agüento mais, dá-me paciência”. Oramos esperando que as pressões diminuíssem, mas ficamos com a impressão que elas aumentaram, e quanto mais pedia, mas a situação piorava.

Talvez você não tenha percebido, mas o Senhor estava atendendo a sua oração. Deus nos faz mais pacientes através dos problemas. Ele sabe usar os problemas para isso.

Nota: É fácil parecer paciente quando tudo está certo, mas a verdade aparece quando somos testados. Vejamos algumas formas de testar a paciência e você poderá tirar as suas conclusões, se é paciente ou impaciente, se precisa ou não mudar ou se vai continuar orando ou se vai resolver sozinho.

O primeiro teste são as interrupções. Ninguém gosta de ser interrompido, mesmo quando aquilo que você está fazendo não parece importante. Você senta para fazer uma refeição, e é interrompido, o telefone toca ou deitou para descansar e quando começa aquele sono gostoso à campainha toca. É alguém que já lhe procurou três vezes e disseram que lhe encontraria naquele horário. Ou programa descansar no feriadão, consegue uma casa na praia ou em um condomínio no campo e no primeiro dia é acordado pelo barulho do vizinho. O barulho só vai aumentando com os convidados para um churrasco.

Até os discípulos implicavam com as pessoas que interrompiam a agenda de Jesus. Diziam: “Não tragam as suas crianças agora. O Mestre está ocupado” ou “Bartimeu, pare com esta gritaria, você está perturbando”.

Nota: Ficamos irritados com as interrupções porque ignoramos a necessidade dos outros. Se Jesus pensasse como os discípulos as crianças não teriam sido abençoadas e nem a cegueira de Bartimeu teria sido curada.

A irritação é outro teste interessante. São aquelas pequenas coisas que lhe tiram do sério. Como tráfego congestionado, conversas intransigentes, telefones que não respondem, comida fria, atrasos, pneu furado, determinadas atitudes de vizinhos, e tantas outras. Todas essas irritações são controláveis, embora, às vezes pareça que não são, e precisamos de paciência para aprender a conviver com elas.

Moisés estava irritado com os israelitas. Tinha agüentado as suas queixas e críticas durante anos, e já não tinha paciência. Quando Deus lhe ordenou que mandasse a rocha dar água, ele bateu nela com raiva. Sua impaciência levou-o a desobedecer a Deus, e como resultado, Deus não permitiu que entrasse na terra prometida. Moisés era paciente em geral, mas até mesmo pessoas pacientes têm limites, e a impaciência, mesmo sendo justificada, pode ter conseqüências negativas.

Para muitos de nós, as grandes irritações na vida decorrem das pessoas. Existem pessoas mais irritantes do que cisco no olho. Temos de aprender a lição da ostra. Quando a ostra é irritada por um grão de areia, ela o transforma em uma pérola. Aprender a reagir às irritações positivamente vai capacitá-lo a transformá-las em pérolas.

A forma como você lida com os Transtornos é um teste de paciência. O Dr. Lucas nos fala de uma mulher que tinha problemas com a paciência diante dos transtornos. Jesus estava na casa dela e ela estava preocupada em preparar uma boa refeição para Ele, nem sempre agimos certo quando queremos fazer algo para Jesus. Marta ficou aborrecida com sua irmã Maria porque não veio ajudá-la nos serviços e procurou envolver o Senhor nesta frustração.

Talvez você se sinta assim. Talvez você esteja carregando o fardo mais pesado e se sinta sobrecarregado e injustiçado. Você também gostaria de ficar sentado aos pés de Jesus, mas há trabalho a ser feito, e parece que você é o único a perceber e se dá conta disso. Como você reage? Você tem paciência para suportar isso?

A paciência também é testada pela inatividade. A maioria de nós prefere fazer qualquer coisa exceto esperar. Odiamos ficar na sala de espera do médico, ou na fila do supermercado.

Nota: Podemos aprender muita coisa a respeito das pessoas observando como elas aguardam o elevador. Algumas se balançam para frente e para trás. Andam de um lado para o outro. Outras ficam apertando o botão a toda hora, como se isso fizesse o elevador chegar mais rápido. Simplesmente não conseguem ficar parada esperando. Precisam fazer alguma coisa para sentir que estão no controle.

A medicina descobriu uma porção de doenças chamadas “enfermidades da pressa” e os ataques no coração e no estômago são as mais conhecidas. A questão é: O que provoca a impaciência? A melhor resposta que encontrei foi: é falta de paz.

Quando temos paz no coração, quase nada pode nos tornar impaciente. Mas, quando não temos paz no coração, quase tudo nos torna impacientes. A Bíblia, o manual da vida, enfatiza a necessidade de sermos pacientes.

Portanto descubra uma nova perspectiva, descubra uma nova maneira de enxergar a situação ou a pessoa que está criando seus problemas.

A paciência começa mudando a maneira de encarar alguma coisa.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CINCO PASSOS PARA APRENDER A AMAR OS OUTROS

As pessoas não amadas são geralmente pouco amáveis. Quando uma pessoa não se sente genuinamente amada, ela sente dificuldade de amar. Por isso precisamos primeiro experimentar o amor de Deus. Jesus disse: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Antes de amar os outros, você precisa sentir, e compreender, a profundidade com que Deus lhe ama.

O segundo passo é fechar a porta do seu passado, e não há jeito de fazer isso sem passar pelo perdão.

Nota: Gosto de falar em perdão comparando-o com uma ponte que todos precisam para passar para o outro lado, e também como uma condição que propomos a Deus, na oração conhecida como Pai Nosso.

A conseqüência positiva do perdão não é apenas para a vida eterna, ele também tem uma importância significativa para a qualidade dos relacionamentos terrenos. Você precisa perdoar os que lhe magoaram, e este perdão não é porque eles merecem. É por amor a você mesmo. (É para que o seu coração sare e você seja curado emocionalmente). As pessoas do seu passado não podem continuar magoando você hoje, a não ser que você lhes permita, guardando rancor contra elas.

Sempre que você guarda algum rancor contra alguém, você lhe dá um pedaço do seu coração, (um pedaço da sua atenção e da sua mente). Você quer que ele tenha este território em você? Se não quer então o tome de volta perdoando. Perdoe àqueles que lhe magoaram. Em vez de relembrar esses sofrimentos constantemente, livre-se deles.

O terceiro passo para aprender a amar os outros é ter pensamentos de amor. O que significa ter pensamentos de amor? Significa focalizar as necessidades dos outros (focalizar os sofrimentos, frustrações, desejos e alvos dos outros). É mais fácil compreender outra pessoa quando andamos um trecho do caminho dela (quando andamos uma jornada com ela).

Nota: É um fato da vida: pessoas que sofrem machucam os outros. (Se alguém está agindo maldosamente com você, está assim porque está sofrendo). O que você precisa fazer é olhar além das falhas e ver as necessidades delas. Então aprenderá a amar.

Você já descobriu que as pessoas mais desagradáveis e menos amáveis são as que mais precisam de amor? Você já percebeu que as pessoas que você prefere ignorar são exatamente as que mais precisam da sua atenção?

Se uma pessoa não consegue obter amor, ela vai lutar para chamar a atenção. (Se ela não conseguir receber atenção positiva ela vai atrair atenção negativa). Inconscientemente está dizendo: Eu vou ser notada, de um jeito ou de outro.

Nota: Pensamentos determinam emoções. Não podemos modificar os nossos sentimentos, mas podemos entrar pela porta dos fundos e modificar os pensamentos.

Quando mudamos a maneira de pensar a respeito de uma pessoa vamos gradualmente modificando os nossos sentimentos a respeito desta pessoa. E se em vez de pensar nas falhas dela, começarmos a pensar em suas necessidades, vamos modificar a maneira de sentir. Você quer mudar? Experimente fazer isso.

O quarto passo para aprender a amar os outros é agir com amor. Não estou falando em manipulação ou hipocrisia. Ao contrário, estou dizendo que é mais fácil agir para sentir do que esperar sentir para agir.

Se começarmos a agir com amor logo sentiremos amor. Além de nossas atitudes influenciarem nossas emoções, nossos pensamentos também influenciam nossos sentimentos. Jesus falou algo a esse respeito.

Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Lc 6.27,28

Ele nos ordena a fazer quatro coisas específicas. Primeira: Amar os inimigos. Como podemos amar alguém que está nos fazendo mal? A resposta é: Ignorando as atitudes dela. (Renunciando ao direito de revidar). Perdoando (ou construindo a ponte e lembrando a condição para ser perdoado).

Depois Jesus nos ordena: Façam o bem aos que vos odeiam. Como fazer o bem a pessoas que você nem mesmo gosta? Uma boa forma é agir procurando descobrir as verdadeiras necessidades dessa pessoa.

Jesus também manda abençoar os que nos maltratam. O que Ele quer dizer com isso? Ele está se referindo à maneira pela qual você fala a respeito dessas pessoas e com elas.

Nota: Uma benção é uma palavra positiva enunciada à pessoa ou a respeito dela. Você não despreza. Edifica.

Finalmente Jesus nos ordena a orar por aqueles que nos maltratam. Orar por essas pessoas não apenas as modifica, mas também a nós.

Resta a questão: Como devemos orar? Pedindo a Deus para abençoar essas pessoas porque a bondade de Deus leva ao arrependimento. Talvez Deus vá abençoar essas pessoas de tal maneira que elas vão querer mudar. Mas mesmo que não mudem imediatamente, a oração vai mudar a nossa atitude em relação a elas.

O último passo para aprender a amar os outros, talvez seja, de alguma forma, o mais difícil: É esperar o melhor deles.

Nota: Você já percebeu que temos a tendência de viver o que as pessoas esperam de nós.

O pai que sempre diz ao filho: “Você nunca chegará a ser alguém; você não passa de um inútil”. Está destinando o filho ao fracasso, (ele não vai conseguir o melhor esperando e confessando o pior), mas quando esperamos o melhor extraímos o melhor. Isto é amar pela fé.

Nota: O amor é contagioso e modifica as pessoas. Ele pode transformar uma personalidade.

Talvez você esteja pensando: Eu gostaria de modificar o meu cônjuge, (meu filho ou qualquer outra pessoas do seu convívio). Posso lhe revelar o segredo que pode modificar pessoas: Trate-os como você deseja que sejam.

· Você quer que o seu marido tenha sucesso? Trate-o como uma pessoa de sucesso, e não como um fracassado. Trate-o como um vencedor!

· Quer que seus filhos sejam espertos? Trate-os como se fossem inteligentes, e não estúpidos. Procure motivos para elogiá-los!

· Trate-os como você gostaria que fossem, mas não faça disso um ato de manipulação, mas acreditando.

Talvez você esteja num casamento que está morto ou moribundo. (Já houve amor, mas não existe mais. Já houve paixão, mas não existem mais). Talvez você tenha ouvido ou dito aquela dolorosa declaração: Eu não amo mais você.

O que fazer neste caso? Acabar com o casamento. Não, pois existe solução! Peça a Deus que ressuscite aqueles sentimentos de amor. Creia no poder divino da ressurreição!

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Deus abençoe