quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CONVICÇÃO

Jesus abriu mão da glória, do poder e da riqueza; abriu mão de privilégios inimagináveis, para nascer em um pequeno estábulo, filho de pais desconhecidos e pobres.

Ser criado em uma família de classe operária, trabalhar como carpinteiro, e depois ser mestre sem teto de um ministério itinerante que mais tarde também teve de abrir mão.

Reunido com os discípulos em torno de uma mesa, (que hoje chamamos mesa de comunhão), anunciou que abriria mão da própria vida em favor deles, e ensinou que o único modo de ganhar a vida é abrindo mão dela. Em seguida se deixou levar para uma cruz aonde clamou em alta voz:

Pai, em tuas mãos entrego meu espírito! Lc 23.46

Ao fazer isso, ele nos salvou e ensinou sobre confiança. E você, que confessa ser cristão (seguidor d’Ele) está disposto a abrir mão de que?

‘Certa vez um jovem rico se aproximou de Jesus e Ele lhe perguntou: “Você está disposto a se soltar? - Está disposto a abrir mão dos seus bens para me seguir?”

A prisão daquele jovem chama-se dinheiro.

E você, o que está lhe prendendo?

‘Jesus falou com uma mulher flagrada em adultério: Vá e não peque mais. Jo 8.11

E você, está disposto a abrir mão de um relacionamento que desonra o Senhor?

Sabe do que você precisa abrir mão? A resposta é simples: De qualquer coisa que o mantenha distante de Deus.

Abra mão de seu relacionamento (se ele desonra Deus);

Abra mão de seu apego ao dinheiro, (se ele o faz egoísta, mesquinho ou avarento);

Abra mão de seu poder, (se ele o impede de ser servo);

Abra mão de seu vício - admitindo e buscando ajuda;

Abra mão daquele hábito (que você sabe) que desagrada a Deus;

Abra mão daquele ressentimento;

Abra mão de seu ego, de seu orgulho, de sua reputação, e da sua desobediência.

Saia do escuro.

Depois que você abrir mão (destas coisas), Deus lhe dirá: “Agora espere”.

Ninguém gosta de esperar.

O que você faz quando espera? Fica preocupado, ansioso, irritado, murmura; rói unhas, arranca os cabelos ou agride quem está por perto?

Abraão caiu no “Agar” de Sara quando esperava o filho da promessa;

Os israelitas atravessaram o deserto choramingando (e murmurando) ao esperar quarenta anos pela terra prometida;

Gideão levantou sedo para conferir a lã, e ver se Deus falava sério ou se tudo não passava de conversa fiada.

Você já imaginou como foi à espera dos discípulos desde à tarde da Sexta-feira da Paixão até a manhã do Domingo de Páscoa?

A fé sempre envolve espera e nunca se resume a uma questão intelectual.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

FESTA DOS TABERNÁCULOS

A festa do tabernáculo é uma celebração da glória de Deus. Para você entender esta festa é preciso compreender que a glória de Deus é a manifestação tangível da presença d’Ele. Sabemos que Ele está sempre presente em todo lugar, mas há certos momentos em que Ele revela a Sua presença de uma forma que é discernível aos nossos sentidos.

O propósito da Festa de Tabernáculo é recordar as experiências com a glória de Deus no passado, buscar a face d’El clamando por um novo derramar e na família, na Igreja e na nação.

Uma leitura criteriosa vai mostrar que a Bíblia fala em cinco modelos (distintos) de tabernáculo onde a glória de Deus se manifestou. Num sentido amplo, esta Festa inclui a celebração desses cinco tabernáculos.

O primeiro é o tabernáculo de Moisés. Êx 40.33-35 Quando ele foi construído a Glória do Senhor encheu o tabernáculo e habitou no meio do povo e eles tiveram uma provisão perfeita. Deus atendeu a todas as suas necessidades. O maná caía do céu (todos os dias) para alimentá-los. As roupas e os sapatos não se desgastaram.

Tinham uma proteção completa. Todo inimigo que vinha contra eles era derrotado. Eles gozavam de total saúde. Nenhum deles ficou fraco, doente ou enfermo. A glória de Deus trouxe a benção do Senhor.

O segundo tabernáculo é o tabernáculo de Davi, onde a Arca da Aliança era rodeada de adoração continua, (24 horas por dia, sete dias por semana), durante todos os anos de sua existência. Neste tabernáculo não havia véu de separação e a glória de Deus estava à vista de todos (homens, mulheres e crianças). As bênçãos de Deus foram derramadas e Israel desfrutou uma incrível prosperidade e vitória sobre o inimigo.

O terceiro tabernáculo é Jesus.

E o Verbo se fez carne, e habitou [num tabernáculo, o corpo] entre nós, e vimos a sua glória, [...] Jo 1.14

Em Jesus, Deus habitou por um pouco tempo entre o Seu povo e manifestou a Sua glória, liberando vida, cura, salvação e libertação!

O quarto tabernáculo é a Igreja que é descrita em Atos como sendo a restauração do tabernáculo de Davi At 16,17 A intenção de Deus é que a Igreja seja o lugar onde a Sua glória seja entronizada pela adoração. Quando a Igreja desempenha o seu chamado, a glória habita em nosso meio e grandes bênçãos são liberadas.

O quinto é o tabernáculo eterno.

Ouvi uma forte voz que vinha do Trono e dizia: “agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”. Ap 21.3,4

Isto é bênção continua. Todos os cinco tabernáculos têm em comum a presença da glória de Deus.

Sobre toda a glória de Deus se estenderá um tabernáculo. Is 4.5

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dúvida

É interessante que as últimas palavras usadas por Mateus no seu evangelho para descrever os discípulos tenha sido: Quando o viram, o adoraram, mas alguns duvidaram. Mt 28.17

Os onze seguiram a Jesus durante três anos. O viram realizar milagres (de cura, libertação e até ressuscitar mortos), ouviram e se maravilharam com seus ensinamentos. Depois o viram crucificado e ressurreto, e a última coisa que lemos sobre eles é: Mas alguns duvidaram. Mt 28.17

Estes discípulos, (que mais tarde foram chamados de cristãos, ou seja, pequenos Cristos), são as primícias dos crentes da igreja atual. E o interessante é que esta característica nos acompanha. Somos “crente bipolar”, pois vivemos entre a adoração e a dúvida; a confiança e o questionamento; a esperança e a preocupação.

Quando Jesus confiou aos discípulos à chamada Grande Comissão, enviando-os para serem os seus agentes no mundo, deve ter olhado para aqueles adoradores cheios de dúvidas, antes de dizer: Vão! Mesmo cheios de dúvidas vocês mudarão o mundo por mim. Jesus sabia que à medida que eles avançassem as dúvidas seriam sanadas.

Discípulos não são pessoas que jamais duvidam. Eles duvidam e adoram. (Duvidam e pregam. Duvidam e evangelizam. Duvidam, mas dão um bom testemunho). Duvidam e ajudam uns aos outros em suas dúvidas. Duvidam e são fieis. Duvidam mas têm esperança.

Nota: Será que você é diferente? Amado você duvida porque é normal.

De vez em quando a dúvida faz bem para nós. Pode nos motivar a estudar e aprender. (Pode diminuir nossa arrogância. Pode nos fazer pisar no freio). Pode nos lembra de quanto à verdade é importante.

No entanto a dúvida também pode fazer mal; ela azeda como leite estragado, e é capaz de infiltrar-se na mente, parar a vontade, bloqueando a coragem e a devoção. Consegue prejudicar nossa capacidade de persistir, nos tornando indecisos, e corroendo a confiança.

Fazendo uma analogia. Assim como o colesterol pode ser bom (HDL) e ou ruim (LDL), da mesma forma a dúvida pode ser boa ou ruim. Assim como o colesterol pode ser fatal para a saúde, a dúvida (quando mal administrada) pode ser fatal para a fé.

A dúvida boa é aquela que nos tira da comodidade proporcionada pela segurança e nos faz vigiar.

‘Certa vez fui procurado por um ex-membro (da Igreja Obreiros de Cristo em Imbiribeira), com uma apostila que defendia a doutrina “uma vez salvo, salvo para sempre”. Ele queria a minha opinião, (ou melhor, queria uma discussão teológica), mas me limitei a fazer a seguinte pergunta: “Esta certeza vai lhe edificar, santificar ou liberar para atender os anseios carnais?” Ele ficou pensando e não voltou a falara comigo sobre o assunto.

‘Eu sabia que ele tinha um relacionamento fora do casamento e penso que estava procurando apoio para isto. Algumas pessoas gostam de se enganar e abraçam qualquer doutrina que justifique suas atitudes. Não querem mudar, mas querem apoio.

Não há caminho para Deus que ignore a santidade. Você pode ter muitas dúvidas teológicas (intelectuais) e é importante ser sincero em relação a elas, (conversar sobre elas), orar e examinar as Escrituras.

Todavia, confessar, orar e estudar, não afasta a necessidade de escolher. É preciso se posicionar. É preciso identificar o que está lhe segurando. Solte-se do egoísmo. Solte-se do medo. Saia da escuridão. Faça a escolha certa, e a escolha certa é Jesus.

Acredite n’Ele ou não. Um dia, (independente da sua vontade), a vida se soltará de você. (Comigo acontecerá à mesma coisa). Portanto a verdadeira questão é: O que acontece em seguida? Esta dúvida pode direcionar sua vida.

Alguns acreditam que será o fim. Que não existe nada além da morte. Pensam que o que chamamos de alma não passa de neurônios que deixarão de trocar impulso, e nada mais. Os seis trilhões de átomos que foram utilizados por seu corpo se transformarão em adubo e que você é simplesmente isso.

Jesus, no entanto, dizia que existe um Criador e que há vida após a morte. Mesmo assim, (alguns crentes), ficam “em cima do muro” e crêem na ressurreição de forma abstrata, como se fosse uma idéia.

As dúvidas mais comuns podem ser divididas em três categorias.

A primeira está relacionada a provas. Às vezes gostaríamos que houvesse o mesmo tipo de prova da existência de Deus que há a respeito do fígado, do sarampo ou da diabete.

A segunda está relacionada aos próprios crentes. Por que não somos melhores? Porque os crentes se envolvem em todo tipo de confusão. De cruzada a inquisição. Faz politicagem, manipulação e exploraram uns aos outros. Roubam e fazem todo tipo de discriminação, (às vezes em nome de Deus).

Se o que Jesus disse é verdadeiro porque não amamos o próximo que foge do nosso padrão? E por que alguns crentes podem ser negativos, críticos, hipócritas, mesquinhos e vingativos?

A terceira categoria está relacionada ao problema da dor. Por que Deus não explica o que está acontecendo (ou, melhor ainda, por que não lhe dá um basta), e tantos inocentes sofrem.

Todos já fomos confrontados por essas dúvidas. Como você administrou isto? Como Pascal disse: “Há luz suficiente para quem quer ver e escuridão suficiente para quem crê diferente.”

‘Um crente que não tinha um bom testemunho ao ser confrontado: “Como você pode ser crente e comportar-se tão mal, ser tão mesquinho, tão egoísta e aproveitador?” Ele respondeu: “Imagine só se eu não fosse crente.”

Cinismo ou realidade? Qual a sua opinião?

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O TRANSFORMADOR

Nunca ouvi ninguém dizer: “Um dia percebi que não existe Deus algum. Não há ninguém por trás da realidade, nem vida alguma após a morte. Dei-me conta de que a existência é um acidente sem sentido, iniciado pelo acaso e destinado ao esquecimento, e isso mudou minha vida. Antes eu era viciado em álcool, mas agora a ‘lei da seleção natural’ me libertou. Antes eu era ganancioso, mas agora a história do Big Bang me tornou generoso. Antes eu era medroso, mas agora a noção de casualidade fez de mim um valente.”

Nunca ouvi dizer que um universo acidental e sem sentido transformasse a vida desse jeito. Contudo, já ouvi pessoas dizerem que quem opera coisas desse tipo é Jesus.

Nunca ouvi ninguém dizer que alguém recebeu o poder de viver o tipo de vida e se tornar o tipo de pessoa que (ele ou ela) deseja ser ouvindo que não existe nada por trás do Universo. Porém, já ouvi (muitos) dizerem que Jesus faz isso há mais de dois mil anos.

E você, já ouviu alguma coisa, a esse respeito?

Nunca ouvi ninguém falar: “Agora encontrei uma existência cheia de significado em uma realidade sem sentido”.

Simplesmente não existe ninguém mais digno de confiança que Jesus. Não há ninguém cuja compreensão da vida tenha chegado perto d’Ele. Ninguém que tenha afetado a história como Ele. Simplesmente não existe nenhuma outra fonte (nenhum livro, nenhum guru, nenhuma intuição, nenhuma experiência pessoal) em que valha a pena apostar todas as fichas.

Jesus atua no ramo da transformação de vidas.

Desde o principio, os mais diversos tipos de pessoas se chegaram a Ele, (pessoas satisfeitas e confusas, leprosos e feridos, gente esquecida e desprezada, prostitutas e coletores de impostos, pessoas admiradas e ricas e também líderes religiosos). Havia alguma coisa em Jesus que fazia o coração de todos desmoronar e então renascer.

De fato, o ateísmo nada tem a dizer para um sujeito no corredor da morte. Porque, quando se vive no corredor da morte (e é onde todos nós estamos vivendo), só tem uma coisa que pode trazer esperança real.

Você sabe o que é? Se você tem a resposta lembre que alguém (próximo a você) precisa desta resposta.

domingo, 14 de agosto de 2011

CULPA



O tempo não apaga a angústia. Não podemos fugir das lembranças da culpa. As complicações emocionais, produzidas pelas conseqüências do nosso pecado, podem ser devastadoras, a ponto de nos deixar fisicamente enfermos.

Quando você prejudica alguém e não procura acertar as coisas com ela e com Deus, você se torna vitima da mesma angustia que afligia essa pessoa.

O primeiro passo, para curar uma consciência pesada, é aceitar a responsabilidade pelo que fez.

Quando Deus abranda uma consciência cauterizada ela começa a ganhar uma perspectiva diferente. Quando o dano, a mágoa ou o sofrimento, que provocamos em alguém recai sobre nós, algo começa a mudar em nosso íntimo.

Em termos humanos, você e eu (com a queda) fomos programados para a derrota. Desenvolvemos reações habituais que deixam Deus fora do quadro. E damos lugar aos pensamentos negativos, fechando a mente para o novo e o inesperado. É por isso que tendemos a entrar em pânico.

Nós gostamos (mesmo) é de procurar culpados – não sei por que isto traz uma sensação de paz. Embora arranjar culpados seja uma atitude fútil. Gritar com a escuridão não faz ela se tornar luz.

Andar pela fé não significa que você pára de pensar. Confiar em Deus não implica tornar-se relaxado, (preguiçoso ou apático). Andar pela fé não é ser um parasita espiritual, embora, alguns, pensem dessa forma.

Você e eu precisamos confiar no Senhor em relação às nossas fianças, mas isso não dá permissão para gastos insensatos. Devemos confiar no Senhor para evitar acidentes, mas esta confiança não nos torna motoristas imprudentes. Confiamos em Deus quando à nossa saúde, mas isso não significa que podemos fumar; ficar acordado metade da noite e cometer excessos com bebida e comida sem arcar com as conseqüências.

Agir com insensatez ou sem pensar, esperando que Deus nos salve se as coisas fugirem do nosso controle, não é absolutamente fé. É presunção.

A sabedoria diz para fazer todo o possível dentro das suas possibilidades e então confiar n’Ele para resolver o que você não pode fazer sozinho; (para realizar o que você não pode realizar). Fé e planejamento sempre andam de mãos dadas. É o vigiai que antecede ao orai.

Quando você age na carne, tem inevitavelmente algo a esconder. (Precisa enterrar o seu motivo). Precisa esconder uma mentira ou meia-verdade. É obrigado a cobrir a evidência criada pelo seu procedimento carnal. É só uma questão de tempo antes que a verdade apareça.

Ao negligenciar em pedir conselho e em buscar o tempo de Deus, você interfere nos planos d’Ele, e em pouco tempo está com um problema em mãos. Você sabe o que é estranho em tudo isso? A maioria de nós não tem muito jeito para encobrir as coisas. Somos como Moisés que não soube (sequer) enterrar direito um egípcio.

Nota: Quando Moisés entregou o controle a Deus e agiu no tempo certo. Deus não encobriu apenas um egípcio, mas sepultou o exército inteiro no mar Vermelho – cavalos, carros, armas e tudo o mais!

Esconder de forma errada não resolve nada e nem apaga o erro. Mas, quando Deus faz parte da ação o trabalho é completado. (Com o Senhor à frente, o fracasso vai embora). Quantos tentam esconder fracassos.

Conclusão. Se você agir na energia da carne, seus esforços estão destinados a fracassar. Ao contrario, quando você confia no Senhor Deus para guiá-lo até o próximo passo, quando espera humildemente n’Ele, Ele abrirá ou fechará portas e você poderá repousar e relaxar até que Ele diga: “Vá”.

Não preciso ser profeta para dizer que você passou por algo parecido. Você já correu, (se esforçou, lutou e manipulou), durante muito tempo, e pelo fato de viver numa cultura orientada para o produto, terminou também embrulhar também a fé. E o nosso Deus deixou que você tropeçasse para ter a sua atenção.

Amados, este é um processo, que inclui períodos de derrota e fracasso. Gostaria que você me dissesse quem foi que inventou o padrão de perfeição: felizes para sempre. (Não se iluda com contos de fada). Se você estiver esperando (aqui na terra) uma vida perfeita, (livre de problemas), vai esperar em vão. Isso não existe.

Deus sabe que não temos capacidade de produzir perfeição, e por isso, mandou seu filho Jesus, para que n’Ele tivéssemos uma posição de retidão perfeita.

Fins espirituais jamais são alcançados por meios carnais. Você não pode plantar uma semente carnal e colher uma árvore espiritual. Não pode semear um ato carnal e produzir um fruto espiritual.

Se você manipular, conspirar (e fizer intrigas, mentindo para chegar ao alto), não agradeça a Deus pela promoção! Deus tem conhecimento que você manobrou, e enterrou verdades para obter a promoção. Quando receber então aquilo que quer não dê o credito ao Senhor. Ele não o quer. São as suas digitais que estão em todo o esquema e não as d’Ele.

Às vezes, (nos sentimos muito espirituais) e dizemos a Deus: “Obrigado por isso, Pai”. (E se realmente estivéssemos ligados), ouviríamos o Senhor responder: “quem? Eu? Não fui eu quem fez isso, foi você.”

Nota: Você cola numa prova, ganha uma nota alta e agradece a Deus por isso. Sonega imposto de renda, recebe uma boa restituição e lhe agradece pelo dinheiro extra.

As coisas não funcionam assim. Ele vai lhe dizer, de alguma forma: “Não foi eu quem fez isso. Esse plano é seu”.

sábado, 16 de julho de 2011

Submissão

As Escrituras não ensinam submissão cega, mas deixam claro que a lei de Deus sempre vem antes da lei humana. Precisamos discernir quando o tempo é de submissão e quando é de resistir.

Embora verdadeiro este conceito, não serve como argumento, para as pessoas rejeitarem a autoridade moral, e nem aos filhos para desobedecerem aos pais, ou as esposas para usurparem a liderança dos maridos no lar. O que ele deixa claro é que a submissão a autoridade civil tem limites.

Certa vez, um conferencista, fez uma afirmação, aqui na Igreja Obreiros, que me deixou muito incomodado; ele afirmou que as mulheres deveriam estar sujeitas em tudo aos seus maridos, e se apoio no seguinte versículo:

Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Ef 5.24

E foi além, afirmando que se o marido não quisesse que a mulher se submetesse aos ensinamentos da igreja ela deveria obedecer ao marido. Eu o procurei, e tentei mostrar, que havia muitas mulheres na igreja, que travavam grandes batalhas em oração e testemunho para a salvação do marido, (contra a vontade do mesmo), e que nós não apenas concordávamos como apoiávamos, e já tínhamos visto muitas vitórias e veríamos (muito mais) se perseverássemos e rejeitássemos aquela doutrina.

Diante deste argumento ele ficou calado, mas eu sabia que ele estava pensado que eu estava defendendo o dizimo da igreja. Misericórdia! Aquele homem não conseguia entender que este “sujeita em tudo”, é quando o marido representa para a família o que Cristo representa para a igreja.

Cristo é o Sacerdote da igreja, e o varão deve ser o sacerdote do lar. Cristo trouxe a salvação para a igreja, e o varão deve ser o veiculo dessa salvação para a família. Cristo provou que estava preparado para ser a Cabeça da igreja, e o varão deve provar que está preparado para ser a cabeça da família, senão este “sujeita em tudo” será um desastre, ou melhor, será condenação.

Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la, tendo-a purificado pela lavagem da água mediante a palavra. Ef 5.25,26

Amados, além da Palavra e do contexto precisamos do discernimento que o Espírito nos dá em forma de revelação, senão passaremos a pregar interpretações pessoais e doutrinas equivocadas.

Pedro (e outros apóstolos) disse, certa vez, ao governante judeu:

É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens! At 5.29

Em outras palavras, quando o decreto do rei viola à vontade declarada de Deus, devemos temer a Deus, da mesma forma que duas corajosas senhoras chamadas Sifrá e Puá temeram. (Êx 1.16,17) O temor delas continua falando conosco.

Os argumentos mudaram, mas a natureza humana não mudou. Separado da obra redentora de Cristo, nosso coração é perverso.

Nota: Na china comunista de hoje, é permitido aos casais terem um único filho. Ao conhecerem o sexo do bebê, muitas mulheres, decidem abortar imediatamente ou levar a gravidez adiante. Se for menino ele vive se for menina, ela freqüentemente é morta.

A crueldade existia nos dias de Moisés e continua existindo hoje. Os tiranos governavam no mundo antigo e também em nossos dias. A injustiça feriu os inocentes na época do Faraó, (na de Herodes), e continua a ferir em nossa época, e o irônico é que, às vezes, o fazem em nome dos direitos humanos.

Nos dias de Êxodo, assim como nos nossos dias, vivia homens e mulheres prontos para defender, a justiça, mesmo com ameaça de morte. Deus sempre tem seu remanescente.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ressentimento

Ninguém de sã consciência pensa no ressentimento como algo positivo. Todos sabem que ele é um fardo difícil de carregar, entretanto ele entra sem a menor cerimônia na vida das pessoas envenenando os relacionamentos.

O ressentimento é inimigo mortal do amor. Ele é como uma doença silenciosa que pode corroer internamente (atingindo órgãos vitais). O amor é vital para qualquer relacionamento sadio e pode ser corroído pelo ressentimento.

O ressentimento é como carregar um fardo para todo lado. Ele é pesado e incomoda, pois nunca o deixa descansar. Entretanto, existe uma linguagem interessante em torno dos ressentimentos. Falamos deles como falamos de bebês: pode-se acalentar, carregar ou sustentar um ressentimento. Falamos até em alimentar ressentimentos.

Nota: Quando você alimenta algo, significa que lhe dá de comer daquilo que o manterá vivo e o fará crescer.

Quem de sã consciência diria que alguém aceitaria, de livre vontade, um fardo desses, para carregá-lo por toda parte. Não consigo imaginar, alguém dizendo: “Vou pegar o meu ressentimento, e sair com ele por aí”. Contudo as pessoas fazem isso todos os dias.

Existem vários modos de matar alguém. Pode-se fazê-lo com palavras duras, fofoca ou simplesmente distanciamento. Se você agir assim, dia após dia, com o tempo você descobrirá que onde antes havia um coração amoroso, só existirá um coração de pedra.

As forças da amargura, do ressentimento, do julgamento e da indiferença estarão em operação, e destruindo a capacidade de amar.

O estranho é que não só carregamos esse fardo por aí como queremos fazê-lo. Espera-se de nós que perdoemos os outros, sabemos disso, mas o perdão nos deixa com a impressão de estarmos abrindo mão de alguma coisa – é preciso renunciar ao direito de revidar.

‘Conta-se que um homem estava no leito de um hospital e ouviu o médico dizer que não lhe restava muito tempo de vida. Mandou chamar um velho amigo, com quem tinha tido uma seria desavença, e não se falavam há algum tempo. O homem explicou ao amigo que morreria em breve, e que suas diferenças pareciam insignificantes perante a morte, e perguntou se poderiam reconciliar-se. Eles se abraçaram e a cena levou os presentes às lágrimas. Quando o amigo ia saindo, o enfermo disse: “Mas veja bem; se eu me recuperar, nossa velha briga torna a valer”. In Chritian Century, pg 15

Jesus mostrou outro caminho.

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhe perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas. Mt 6.14,15

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Deus abençoe