segunda-feira, 24 de setembro de 2012
FORTALEZAS
Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas, ao contrario, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo. 2Co 10.3-5 NVI
Paulo viveu no período em que o Império Romano dominava todo o mundo civilizado e muitas nações eram submissas, (a esse império), por causa do poderio militar dele. O povo sabia o que era a força militar, e a temia ou a admirava, e se submetia a ela.
A cultura era imperialista e o convencimento era a força militar.
Quando Paulo falava em fortalezas (os ouvintes) sabiam que a fortaleza era um recurso militar de defesa, importantíssimo, para o território conquistado. Portanto, a fortaleza era construída em uma posição estratégica para garantir a defesa de um território.
Nós somos trinos, ou seja, somos um espírito que mora num corpo e tem uma alma. É com o corpo que entramos em contato com o mundo. Dizemos que ele está dividido em cabeça, tronco e membros. É com ele que nos relacionamos com a matéria e nele é que estão os sentidos (paladar, tato, audição, visão e o olfato).
A alma é a personalidade e também é composta por 3 partes: mente (intelecto), emoções, e vontade. Tudo o que entra através dos sentidos é processado na mente gera emoções e influencia a vontade. A vontade é quem decide. Você se torna aquilo que você deseja ser.
A alma é a ponte que liga o corpo ao espírito. Se ela se inclinar para os desejos da carne você será uma pessoa carnal, mas se inclinar para o espírito será espiritual. A carne e o espírito estão em lado opostos.
Pois a carne deseja o que é contrario ao Espírito; e o Espírito o que é contrario a carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. Ga 5.17-,18 NVI
É com o espírito que entramos em contato com o mundo espiritual, e ele também é composto por 3 partes: comunhão, intuição e consciência.
O espírito é o mais intimo do nosso ser é o Santo dos Santos, o esconderijo do Altíssimo.
Aonde Paulo disse que estavam as fortalezas? Na alma, ou seja, na ponte de acesso ao seu verdadeiro ser, formada pelo raciocínio, as suas emoções e a vontade.
Qual é o território que ela quer defender? É aquele que conquistou com a queda do homem. Resta saber o que são estas fortalezas que Satanás construiu na mente do homem.
A primeira e a mais importante delas é a CULTURA. Cultura é a maneira como você vê e sente o que esta em sua volta - é como você interage no meio ambiente.
Você se veste da forma que se veste por causa da sua cultura (se a sua cultura fosse oriental ou tribal, provavelmente se vestiria diferente), você prepara a sua comida com o tempero que a cultura determina (no mínimo lhe influencia), se ela fosse outra, talvez o seu cardápio diário fosse diferente.
O mesmo acontece com a música e com a religião, inclusive a forma de adoração. Fazemos as nossas festas conforme a nossa cultura, o mesmo acontece com os casamentos e os funerais.
A cultura é como lentes coloridas, quando você as usa vê todas as coisas com as cores modificadas (mascaradas) por elas e não percebe. O branco não é puro, mas você não nota, o mesmo acontece com as outras cores.
Nós brasileiros temos uma cultura com lentes Católica Apostólica Romana. Precisamos identificar e eliminar estas lentes.
Outra fortaleza poderosa é conhecida como PARADIGMA. O paradigma é uma ideia preconcebida que se aloja na mente e impede que outra ideia entre. Vou explicar com uma pequena história:
‘Um homem vinha por uma estrada e quando se aproximou de uma curva fechada diminuiu a velocidade por precaução. De repente é surpreendido por um carro que vem na contra mão. Quase havia uma colisão. No exato momento em que um carro cruzava com o outro ele viu que quem estava no volante era uma mulher que gritou: Porco!
‘O homem se irritou e respondeu: Vaca! Em seguida acelerou o carro e entrou na curva atropelando um porco.
‘Analisando o ocorrido: Nos relacionamentos do transito existe um paradigma de que quando alguém grita é para ofender, e este paradigma não permitiu que o homem entendesse a mensagem correta que era: “Cuidado tem um porco no caminho. Se eu não desviasse bateria nele”. Entretanto o homem entendeu que a mulher além de estar errada lhe chamou de porco. Existe outro paradigma na cabeça dos homens que deve ter influenciado: Mulher não sabe dirigir e é desaforada.
Quantos paradigmas existem na sua cabeça que complica o seu convívio familiar, (no trabalho, na escola, na igreja e na rua). São fortalezas que precisam ser identificadas e eliminadas. Tradição, filosofia, sofisma, conceito, preceito e religiões pagãs também formam fortalezas.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
APRENDENDO A AMAR
Não é fácil amar um vizinho chato e criador de caso ou um colega detestável, assim como não é fácil amar pessoas encrenqueiras, escarnecedores e fofoqueiros. Como você pode amar esse tipo de pessoa que não gosta e nem concorda com o que ela faz? Este é o desafio! Para esta resposta vou levantar cinco passos.
Primeiro antes de amar os outros, você precisa sentir, e compreender, a profundidade com que Deus nos ama. Vejam esta oração do apóstolo Paulo:
E oro para que Cristo se sinta mais e mais à vontade em seus corações, morando em vocês à medida que confiarem nele. Que vocês aprofundem suas raízes no solo do amor maravilhoso de Deus; e que possam ser capazes de sentir e compreender, como devem todos os filhos de Deus, quão extenso, quão largo, quão profundo e quão alto é, na realidade, o seu amor, e por si mesmos experimentar este amor. Ef 3.17,18 BV
Grife em sua Bíblia (e guarde em seu coração) as palavras: sentir, compreender e experimentar. Deus quer que sintamos Seu amor e também quer que compreendamos que Ele nos amou primeiro.
As pessoas não amadas são geralmente pouco amáveis. Quando uma pessoa não se sente genuinamente amada, ela sente dificuldade de amar. Por isso precisa primeiro experimentar o amor de Deus.
Nota: Jesus nos deu um parâmetro quando disse: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
Portanto você não deve procurar o padrão na novela das oito, em romances ou em filmes. Você deve amar como Jesus nos amou.
O segundo passo é fechar a porta do seu passado, e não há jeito de fazer isso sem passar pelo perdão.
Gosto de falar em perdão comparando-o com uma ponte que todos precisam para passar para o outro lado e também como uma condição que propomos a Deus (na oração conhecida como Pai Nosso).
Nota: As consequências positivas do perdão não é apenas para a vida eterna, ele também tem uma importância significativa para a qualidade dos relacionamentos terrenos.
Você precisa perdoar os que lhe magoaram, e este perdão não é porque eles merecem. É por amor a você mesmo. É para que o seu coração sare e você seja curado emocionalmente.
As pessoas do seu passado não podem continuar magoando você hoje, a não ser que você lhes permita, guardando rancor contra elas.
Nota: Sempre que você guarda algum rancor contra alguém, você lhe dá um pedaço do seu coração (um pedaço da sua atenção e da sua mente). Você quer que ele tenha este território em você? Não! Então o tome de volta perdoando.
O terceiro passo para aprender a amar os outros é ter pensamentos de amor. O que significa ter pensamentos de amor? Significa focalizar as necessidades dos outros (focalizar os sofrimentos, frustrações, desejos e alvos dos outros).
É mais fácil compreender outra pessoa quando andamos um trecho do caminho dela (quando andamos uma jornada com ela). É um fato da vida: pessoas que sofrem machucam os outros. Se alguém está agindo maldosamente com você, provavelmente, está assim porque está sofrendo.
O que precisamos fazer é olhar além das falhas das pessoas e ver as necessidades delas. Então aprendemos a amar.
Nota: Você já descobriu que as pessoas mais desagradáveis e menos amáveis são as que mais precisam de amor?
Você já percebeu que as pessoas que você prefere ignorar são exatamente as que mais precisam da sua atenção?
Se uma pessoa não consegue obter amor, ela vai lutar para chamar a atenção. (Se ela não conseguir receber atenção positiva ela vai atrair atenção negativa). Inconscientemente está dizendo: Eu vou ser notada, de um jeito ou de outro.
Pensamentos determinam emoções. Não podemos modificar os nossos sentimentos (mas podemos entrar pela porta dos fundos) e modificar os pensamentos.
Quando mudamos a maneira de pensar a respeito de uma pessoa vamos gradualmente modificando os nossos sentimentos a respeito dela. E se em vez de pensar nos defeitos de uma pessoa, você a pensar em suas necessidades vai modificar a maneira de sentir.
Você quer mudar? Experimente fazer isso.
O quarto passo para aprender a amar os outros é agir com amor. Não estou falando em manipulação, teatro ou hipocrisia. Ao contrário, estou dizendo que é mais fácil agir para sentir do que esperar sentir para agir.
Se você começar a agir com amor logo sentirá amor. Assim como as atitudes influenciam as emoções, os pensamentos influenciam os sentimentos. Jesus falou algo a esse respeito.
Mas a vós, que isto ouve, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; bendizei os que vos maldizem, e irai pelos que vos caluniam. Lc 6.27,28
Ele nos ordena a fazer quatro coisas específicas. Primeira: Amar os inimigos. Como posso amar alguém que não gosta de mim? A resposta é: Ignorando as atitudes dela. (Renunciando ao direito de revidar).
Depois Jesus nos ordena: Façam o bem aos que vos odeiam. Como fazer o bem a pessoas que me desejam o mal? Uma boa forma é agir procurando descobrir as verdadeiras necessidades dessa pessoa.
Jesus também manda abençoar os que nos maldizem. (O que Ele quer dizer com isso). Ele está se referindo à maneira pela qual você fala a respeito dessas pessoas e com elas.
Uma benção é uma palavra positiva enunciada à pessoa ou a respeito dela. Você não despreza. Edifica.
Finalmente Jesus nos ordena a orar por aqueles que nos caluniam. Orar por essas pessoas não apenas modifica-as, mas também a nós.
Como devemos orar? Pedindo a Deus para abençoar essas pessoas porque a bondade de Deus leva ao arrependimento. Talvez Deus vá abençoar essas pessoas de tal maneira que elas vão querer mudar. Mas mesmo que não mude imediatamente, a oração vai mudar a nossa atitude em relação a elas.
O último passo para aprender a amar os outros talvez seja de alguma forma o mais difícil: É esperar o melhor delas. É exercitar a fé!
Você já percebeu que temos a tendência de viver o que as pessoas esperam de nós.
Nota: O pai que sempre diz ao filho: “Você nunca chegará a ser alguém; você não passa de um inútil”. Está destinando o filho ao fracasso.
Quando esperamos o melhor extraímos o melhor. Isto é amar pela fé.
O amor é contagioso e modifica as pessoas. Ele pode transformar uma personalidade.
Talvez você esteja pensando: Eu gostaria de modificar o meu cônjuge - meu filho ou qualquer outra pessoa do seu convívio. Posso lhe revelar o segredo que pode modificar pessoas: Trate-as como você deseja que elas sejam.
Você quer que o seu marido tenha sucesso? Trate-o como uma pessoa de sucesso e não como um fracassado.
Quer que seus filhos sejam espertos? Trate-os como se fossem inteligentes e não estúpidos.
Trate-os como você gostaria que fossem, mas faça isto com convicção, não faça disso um ato de manipulação, de tal forma que nem você mesmo acredita.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
AMOR

O amor está entre as palavras mais mal compreendidas do nosso vocabulário, e parte deste problema está na forma que a usamos.
Diminuímos o seu significado pelo excesso de utilização. Da mesma forma que dizemos: Eu amo a minha esposa, dizemos: amo andar de moto; eu amo o esporte, eu amo a arte, eu amo isto ou aquilo.
Da mesma forma que dizemos: eu amo os meus filhos, dizemos: eu amo este ou aquele artista.
Da mesma forma que falamos: Eu amo a Deus, falamos: eu amo quando você anda deste jeito.
Utilizamos a palavra amor de maneiras tão diferentes que ela perdeu o seu sentido literal.
É difícil dar e receber o amor quando nem mesmo se sabe o que ele é. Precisamos esclarecer algumas interpretações populares e erradas a respeito do amor.
Muitas pessoas pensam que o amor é um sentimento. Que é um friozinho na barriga. Um estremecimento nas entranhas. Um mar de emoções; a ponto de confundir com hormônios.
Nota: O verdadeiro amor produz sentimentos (alguns muito fortes), mas é mais do que sentimento.
Outro erro é pensar que o amor é incontrolável. As pessoas dizem: “Não adiante, ele está amando!”, ou seja, ele perdeu a noção; não ouve ninguém. Tá dominado.
Ou então o oposto: Não tenho culpa simplesmente não amo mais. Acabou!
Falamos como se o amor fosse incontrolável, mas a Bíblia diz que o amor é controlável. Jesus ordenou que amássemos uns aos outros. E isto indica que temos controle sobre quem amamos ou não.
O amor depende de duas coisas. A primeira é uma questão de escolha. E a escolha sempre nos dá a oportunidade de decidir - fazer ou não fazer; querer ou não querer.
Se o amor fosse um sentimento não teríamos este mandamento: “Amar ao próximo como a si mesmo”. Não podemos ordenar um sentimento, mas podemos ordenar uma escolha. Portanto, o amor é controlável.
A segunda diz que o amor é uma questão de conduta - Algo que fazemos. Portanto, é uma ação e não um sentimento. O apóstolo João expressou-o dessa maneira:
Filhinhos, deixemos de dizer apenas que amamos as pessoas; vamos amá-las realmente e mostrar isto pelas nossas ações. 1Pe 3.18 BV
Com demasiada frequência amamos com palavras, mas não com atos.
Nota: Tem um exemplo que seria engraçado se não fosse trágico. Conta-se que um jovem disse a sua noiva: “Querida, eu a amo tanto que morreria por você”. Ela respondeu: “Você sempre diz isso, mas nunca faz”.
O amor é mais do que palavras. É mais do que sentimentos. Quando a Bíblia fala no amor de Deus por nós, e do tipo de amor que devemos ter por Ele, (e pelas outras pessoas), é sempre um compromisso. É sempre uma forma de agir.
A verdade é que a nossa vida está cheia de pessoas que não gostamos.
Nota: Não gostamos do jeito que algumas pessoas falam. Da maneira que agem, da roupa que vestem e nem como se comportam.
É fácil amar pessoas gentis e amáveis; é fácil amar aqueles que nos amam, que nos honram e que são agradáveis, mas para Deus nos ensinar a amar, Ele vai usar pessoas difíceis de amar. Deus vai nos colocar junto às pessoas que não são amáveis.
Cada um de nós é difícil de ser amado em algum momento, (por algum tempo), mas algumas pessoas são difíceis de serem amadas o tempo todo.
Jesus nunca exigiu que tivéssemos um afeto caloroso por todos. Ele só nos mandou fazer aquilo que Ele fez - Ele não tinha emoções calorosas pelos fariseus.
Nota: Não precisamos gostar de todos, mas devemos amá-los.
Jesus deu a vida, também pelos fariseus - por aqueles que O rejeitaram, caluniaram, maltrataram e crucificaram. Ele os amou em obras e em palavras, quando disse: “Pai perdoa-os...”
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Reascendendo o Amor

Talvez você esteja num casamento que está morto ou moribundo - Já houve amor, mas não existe mais. Já houve sentimentos, mas não existem mais. Talvez você tenha ouvido ou dito aquela dolorosa declaração: Eu não amo mais você.
O que fazer neste caso? Acabar com o casamento. Não. Existe solução! Peça a Deus que ressuscite aqueles sentimentos de amor. Creia no poder divino da ressurreição! Exerça a fé.
Quando a Igreja de Éfeso estava fraca; o amor havia se tornado seco e sem paixão, pois simplesmente cumpriam os seus deveres para com Deus.
Nota: Iam à igreja por obrigação; tudo era litúrgico, mecânico e sem espírito. O que predominava era a religiosidade e a aparência.
Jesus disse-lhes três passos para reacender esse amor. Esses passos também podem ser aplicados para reacender o seu relacionamento. Jesus disse:
Lembra-te onde caíste! Arrepende-te, e pratica as primeiras obras. Ap 2.4,5
O primeiro passo para ressuscitar o amor é lembrar-se. Reacender um amor perdido no casamento começa com pensamentos sobre como você costumava amar o seu cônjuge - lembrando-se dos momentos felizes. Lembre-se das qualidades que em primeiro lugar conquistaram o seu coração.
Você deve optar pelas lembranças das experiências que partilharam juntos. Os acontecimentos que os aproximaram. Seja lá o que for comece lembrando essas coisas. Não se lembre das coisas ruins (embora essas sejam fáceis de lembrar).
O segundo passo é arrepender-se. (Biblicamente, arrepender é mudar a maneira de pensar). Quando Jesus diz para se arrepender Ele está mandando mudar a maneira de pensar a respeito do seu cônjuge.
Nota: Deixe de maquinar maldades. Assim você está atraindo sentimentos infelizes. Memorize 1Coríntios 13. Medite e comece a agir dessa maneira.
E finalmente, Jesus manda fazer as coisas que você fazia no princípio. O amor precisa de ação.
Você precisa agir tão forte e criativamente como agia no namoro ou noivado. Faça as coisas que fez no início (desde que sejam lícitas).
Pare de pensar sobre a grama mais verde em algum outro lugar. A verdade é que a grama não é mais verde do lado de lá da cerca, e também não é mais verde do lado de cá. A grama é mais verde onde você regar e adubar.
Se a energia que você gasta se queixando, acusando e murmurando, você a investir melhorando o seu casamento, terá um grande casamento. O amor funciona se você trabalhar nele.
Eu sei que não é tão fácil assim - não existe fórmula mágica, mas, também sei que ajuda. O fato é que o amor humano não é suficiente para enfrentar as tempestades da vida. O amor humano se desgasta, mas o amor de Deus nunca se esgota.
A raiz do problema é espiritual. Não é um problema emocional. A forma como você se relaciona com Deus afeta o relacionamento com o seu cônjuge e com os demais. Enquanto não se acertar com Deus também não vai se acertar com as pessoas.
O plano vertical e horizontal devem estar equilibrados. Um afeta o outro. O ponto de partida é corrigir o seu relacionamento vertical (com Deus) e depois o horizontal (com os outros) será mais fácil de corrigir.
Não caia na síndrome do eu amaria se - eu amaria se prestasse mais atenção a mim. Eu amaria se fizesse isto ou aquilo por mim. Isso é amor condicional.
O amor de Deus é do tipo que diz: Eu amo; ponto. Eu amo incondicionalmente. Na realidade, o amor de Deus diz: Eu amo apesar de... você ser imperfeito e ter problemas.
Esse é o tipo de amor que faz diferença.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
FAMÍLIA

O Senhor Deus estava andando pelo Jardim do Éden, olhando a criação, e viu que o homem estava só. Parou, e ficou pensando. Depois, virou para os anjos, que o acompanhavam, abriu um belo sorriso, e disse: Acabo de ter uma ideia que me deixou muito entusiasmado.
Os anjos ficaram surpresos, cheios de expectativa, na verdade estavam curiosos, pois sabiam que era algo especial, e que uma das vantagens de ser Deus é que nunca tem uma má ideia.
E quando Deus revelou a ideia, dizendo: Vou criar a família. Um anjo perguntou: O que é isso?
Ele respondeu: A família é a forma que eu vou usar para ligar as pessoas em amor. Vai funcionar mais ou menos assim: O maior vai cuidar do menor. (O grande servirá ao pequeno).
E ele será pago para isto? Perguntou um anjo. Não, respondeu o Senhor. Ao contrario, o pequenino vai custar muito dinheiro ao adulto, e tem mais, o pequeno no principio não será capaz nem de falar, apenas vai chorar e gritar, o adulto terá de adivinhar o que ele quer. Vai perder o sono.
O pequeno fará bagunça o tempo todo que o adulto terá de limpar, e será tão vulnerável que precisará ser vigiado vinte e quatro horas por dia, sete dias na semana. Quando tiver dois anos, o pequeno conseguirá dizer algumas palavras como: não e meu; ele fará birra.
Estou pensando em criar a puberdade. Ainda não decidi, mas se fizer este serzinho vai receber uma coisa esquisita chamada hormônios que o farão enlouquecer. Seu corpo vai receber coisas estranhas, haverá espinhas e o sistema límbico vai derreter, mas ele vai crescer. Justamente quando estiver bonito, atraente e capaz de contribuir, vai sair de casa. O que é que vocês acham?
Os anjos foram saindo com a cabeça baixa, olhando para os pés, não tinham coragem de dizer o que pensavam, mas um perguntou: Quem aceitaria? Por que alguém faria isto, Senhor?
Cheio de entusiasmo, Deus respondeu: ele nem saberá o porquê! Só olhará para aquele corpinho, aquelas mãozinhas e aqueles bracinhos e achará o pequenino a coisa mais bonita do mundo, embora pareça com os outros bebês.
Quando o pequenino puder sorrir, o adulto pensará que ganhou na loteria. Imagine, quando o serzinho disser, papai ou mamãe, com os braços e as mãos abertas e estendidas para o pescoço do adulto. Este adulto, pela primeira vez, saberá para que os braços e as mãos foram feitos.
Na verdade, tudo isto, tem a ver com a graça, disse Deus. A nova geração, as crianças, saberão que são amadas, estimadas, queridas e que pertencem a alguém, antes de terem feito qualquer coisa para merecer. A velha geração saberá que é dando que se recebe. Que quando dá o máximo recebe o máximo.
E quando eu disser: Raça humana sou seu Pai. Vocês são meus filhos e filhas. Eles se abrirão e entenderão. E neste momento firmarei com eles uma Nova Aliança, enraizada no amor que flui na paternidade.
Jesus veio e deu o máximo que o amor pode dar e espera receber o máximo, formando uma família que com Ele possa dizer: Aba Pai.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
ARREPENDIMENTO

É interessante que Jesus não inicia o Sermão do Monte com regras de moralidade, mas com boas novas para falar direto ás necessidades da alma (Mt 5.3-12)
Bem-aventurados não são apenas os vencedores a quem a sociedade diz que são bem-aventurados. Bem-aventurados não são apenas os astros "globais"; não são apenas os ricos e poderosos. Bem-aventurados também as pessoas comuns, aquelas anônimas que ninguém olha com admiração e nem elogia o seu desempenho.
Bem-aventurados são todos aqueles que se arrependem e buscam no Senhor a solução, sejam solteiros, casados, viúvos, mães solteiras, divorciados, ou envergonhados
Bem-aventurado é você, não porque pode ter todos os desejos satisfeitos, mas porque você não é apenas seus desejos. Bem-aventurado é você por ser mais do que um estômago, uma boca e um par de olhos. Bem-aventurado é você porque aquilo pelo que de fato anseia é ser amado por Deus e conectar-se com Ele.
Jesus prosseguiu dizendo que o amor, a vida e a conexão são seus se você os desejar por intermédio d’Ele. Você aceita? Ou melhor você se submete?
O par de olhos que você jamais pode fitar é o seu. Há parte de seu corpo que você nunca verá sem um espelho, câmera ou ajuda externa. O mesmo acontece com a alma. Em certo sentido, você se conhece melhor do que qualquer pessoa do mundo, pois só você conhece seus pensamentos.
Em outro sentido, você se conhece pior do que qualquer outra pessoa. Há um eu que você não é capaz de ver, (assim como existe um “eu” que não sou capaz de ver). Todos têm propensão à auto-satisfação. Reivindicamos crédito demais e culpa de menos.
Sofremos de erro de atribuição fundamental. Ao ver em você um mau comportamento, eu o atribuo a seus defeitos de caráter. Quando acontece comigo, atribuo as circunstancias extraordinariamente difíceis.
Por exemplo: Quando você grita com seu filho, (penso ou digo) que você tem problemas de controlar a raiva. Quando eu grito, (com meu filho), justifico (aos outros ou a mim mesmo), que a culpa é dele que não se comporta direito.
Fora do fluir do Espírito Santo, não somos capazes nem mesmo de enxergar nosso pecado. O mal e a injustiça não penetram a mente com força suficiente para levá-lo a agir. Precisamos do Ajudador. Com Ele tudo fluirá.
Jesus disse que, quando o Espírito Santo viesse, convenceria as pessoas do pecado. Esse convencimento, contudo, não é a mesma coisa que ser "pego". Às vezes as pessoas são flagradas fazendo algo errado e sentem dor. Mas a dor não é necessariamente convencimento de pecado. Elas podem estar apenas constrangidas por terem sido pegas.
Nota: Às vezes a dor é reflexo do que os outros estão pensando a respeito delas. Se ninguém soubesse não experimentariam essa dor e talvez continuassem fazendo o mesmo.
Quando Deus atua em mim, no entanto, a dor não tem a ver com as pessoas saberem ou com as conseqüências do que faço. Tudo isso é externo. A dor do convencimento é interna. Tem a ver com o que sou.
Arrepender-se do pecado nunca é desesperar-se. O arrependimento sempre acontece em esperança. A culpa pode ser um ponto de parada importante, mas nunca deve ser o fim da linha. Levamos o carro ao mecânico para a revisão e não para culpá-lo por não andar direito, mas para que seja concertado.
O arrependimento é um dom que Deus nos dá em nosso beneficio e não d’Ele. Não aumenta o desejo d’Ele estar conosco. Aumenta a nossa capacidade de estar com Ele. Você já viu um animal se arrepender?
O arrependimento é obra medicinal para concertar nossa mente e nosso coração, que se dobraram sob o peso do pecado.
Quando adulterou com Bate-Seba e assassinou Urias, Davi passou um ano sem se arrepender. Cauterizou a mente, (apagou o Espírito), Quando Natã contou a história sobre um homem rico que roubou a única ovelha de um homem pobre. Observe o que aconteceu:
“Analisando a história com os olhos da pessoa ofendida, Davi ficou indignado com o opressor, até que Natã disse: ‘Você é esse homem! ’. Pela primeira vez Davi enxergou seu gesto sob a perspectiva daqueles a quem ferirá, e arrependido procurou o perdão.”
A questão não é se Deus se cansará de perdoar pecados. Perdoar é sempre a resposta certa para o arrependimento sincero. Deus não está preocupado com a possibilidade de tirarem vantagem d’Ele. O perigo é não termos a consciência do pecado. O perigo é que a sedução, que o pecado produz, nos impeça de se arrepender.
A maior esperança que me apego diante do pecado não é a minha bondade, mas a bondade de Deus; o arrependimento é sempre feito sob a graciosa promessa do perdão.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
CEDENDO A TENTAÇÃO

A primeira coisa que somos obrigados a fazer ao ceder a tentação se resume em uma só palavra: "apagar". Paulo alerta. Não apaguem o Espírito. 1Ts 5.19
Sempre que tenho um desejo, o Espírito me induzirá ao certo, há não ser que esteja com a mente cauterizada pelo pecado. A tentação é dolorosa para nós porque, quando cedemos, ela não machuca apenas por fora; ela costuma machucar também por dentro. Ela ataca onde somos mais vulneráveis, objetivando dominar e anular nossos princípios mais profundos.
A vida no fluir no espírito é mais do que evitar a tentação. Na verdade a tentação sempre sobreviverá, pois também faz parte do nosso processo de crescimento.
Ao lidar com as tentações você tem a oportunidade de questionar: “Se eu seguir por essa estrada, onde ela me levará no longo prazo - na direção do eu que quero ser ou na direção contraria?
Nota: Cada tentação que sofro me oferece a oportunidade de dar um passo em direção a pessoa que quero ser.
A luta contra a tentação é nobre, mas, se nos limitarmos a tentar reprimir o desejo, ele nos vencerá pelo cansaço. Precisamos ter uma imagem muito clara do tipo de pessoa que desejamos ser e o porquê desejamos ser esta pessoa.
Por exemplo: Um médico resolve anotar todos os motivos pelos quais gostaria de lidar de um modo honrado com a sexualidade e começa descrevendo o que poderia acontecer com a esposa dele se não agisse assim, como os seus filhos seriam afetados, o que aconteceria como seu trabalho e com a sua reputação, qual seria a sensação de viver assombrado pela culpa e pelo fracasso.
Após este teste como você acha que ele reagiria com a tentação nesta área? Você já fez esta lição de casa independente de qual seja a sua profissão? Eu o aconselho a fazer mesmo que ainda não tenha esposa e filhos. Jó abordou a questão do seguinte modo:
Fiz acordo com meus olhos de não olhar com cobiça para as moças Jó 31.1
No painel de qualquer carro existem luzes de alerta para nos informar que o motor esquentou demais, que está com o nível do óleo baixo ou que o freio está com problemas. Penso que somente um idiota consegue ignorá-las.
Você pode imaginar alguém que tapa estas luzes com fita adesiva escura para não enxergá-las ou então que mande tirá-las por que incomodam? O que você pensaria de alguém que age assim? Cuidado para você não ser o que você pensou que essa pessoa é, pois do mesmo modo é aquele que ignora a s luzes do painel do coração.
A principal luz do painel do coração é a luz da "satisfação da alma". Por isso existem na Bíblia tantos mandamentos que nos convidam à alegria. Neemias disse:
(...) A alegria que o Senhor dá fará com que vocês fiquem fortes. Ne 8.10
E Paulo acrescentou:
Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! ... Perto está o Senhor. Fp 4.4
A alegria é uma das características do fruto do Espírito. O fruto do Espírito é o amor, e a alegria é a primeira das oito características listadas por Paulo:
Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longaminidade, beniguidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Ga 5.22,23
Por que pessoas inteligentes ignoram estas "luzes" o tempo todo se são capazes de considerar essa atitude como uma estupidez? A resposta mais coerente que encontrei foi: Quando alguém está insatisfeito com a vida fica vulnerável a tentação. Quanto mais profunda for essa insatisfação, mais profunda será a vulnerabilidade, porque fomos feitos para a satisfação da alma. Viver sem ela é complicado.
Quando alguém não tem Deus recorre a qualquer outro lugar, mas o fato é que vai atrás dela e aí começam os problemas, pois elas se transformam em um ídolo. A vida desta pessoa passa a girar em torno deles.
Nota: O que era chamado de idolatria nos tempos bíblicos hoje costumou chamar de vícios.
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