segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sabotagem

Certas pessoas julgam que a queda do homem teve algo a ver com o sexo, e por isso inventaram a história da maçã. Não sei qual é a origem desta história (não sei quem a inventou, e se você souber gostaria que me dissesse), só sei que estão enganando as pessoas. A história contada pela Bíblia sugere que nossa natureza sexual foi corrompida após a queda, como uma conseqüência, e não uma causa. O que Satanás colocou na cabeça do casal (Adão e Eva), foi à idéia de que seriam como Deus. Então a serpente disse a mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia que dele comerdes se vos abrirão os olhos e como Deus, serei conhecedores do bem e do mal. Gê 3.4,5 Poderia bastar-se (a se mesmo) como se fossem seus próprios criadores; poderiam ser senhores da própria vida, e inventar um tipo de felicidade fora (e à parte) de Deus. Nota: Deus criou o homem para ser um executivo e governar a Terra, ou seja, para executar a vontade de Deus governando, mas a serpente o convenceu de que (além de ser um executivo) poderia ser um legislador. Que poderia criar as próprias leis e viver independente, conduzindo a vida sem importar com o que Deus diz ou pensa. Dessa tentativa, (que não poderia e nem pode dar certo), vem quase tudo que chamamos de história humana: o dinheiro, a economia, a miséria, a ambição, a prostituição, as guerras, as classes sociais, os impérios, a escravidão, (e muitas outras conseqüências negativas). Longa (e terrível) é a história, da tentativa do homem, de descobrir a felicidade, em outra coisa, (em outro lugar) que não seja Deus. A razão pela qual essa tentativa não pode ser bem sucedida é a seguinte: Deus nos criou, assim como, o homem inventa uma máquina. Assim como o homem inventou um veiculo para ser movido a gasolina. Deus concebeu a máquina humana para ser movida por Ele mesmo. Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente. Gê 2.7 O próprio Deus é o alimento com o qual nosso espírito deve se alimentar, (ou se você preferir, o combustível que deve queimar). Não existe outro alimento, (ou outro combustível). Esse é o motivo pelo qual não podemos pedir que Deus nos faça felizes (prosperar e ser bem sucedido), e ao mesmo tempo não dar a mínima para o que Ele diz. Deus não pode nos dar uma paz e uma felicidade distintas d'Ele mesmo, (simplesmente), porque fora d'Ele elas não existem. Essa é a chave da história humana. Despende-se uma energia incrível, erguem-se civilizações, concebem-se excelentes instituições, mas algo sempre dá errado. Uma falha fatal (sempre) permite que pessoas egoístas, desleais e cruéis subam ao poder, trazendo o descrédito, a desgraça e a ruína. Em outras palavras, a máquina emperra. No inicio ela parece engrenar bem, pois roda por algum tempo, mas depois enguiça (se quebra), porque tenta funcionar com o combustível errado. Foi isso que Satanás fez com os seres humanos.

sábado, 31 de dezembro de 2011

PLANO PERFEITO



PLANO PERFEITO

Em nosso estado caído, precisávamos da ajuda de Deus para fazer algo, que pela Sua própria natureza, Ele nunca faz: Render-se, submeter-se e morrer. A natureza divina não condiz em nada com esse processo.

Deus é soberano, Onipotente e Eterno. Ele não perde, jamais se submete e nunca morre.

A estrada que mais precisamos ser guiados por Deus é uma estrada que Deus, (em sua própria natureza), nunca trilhou. Deus só pode partilhar conosco o que tem; mas Ele não tem essas coisas, em sua própria natureza.

Havia um impasse, no entanto, Deus elaborou um plano perfeito no qual Ele se tornaria homem, neste plano a natureza humana seria amalgamada com a divina na forma de uma pessoa.

Essa pessoa poderia nos ajudar. Poderia atender aos “conformes”. Submeter-se e morrer, porque seria um homem. Poderia fazer tudo isso perfeitamente porque concomitantemente seria Deus. Essa pessoa é Jesus.

Você e eu, só podemos percorrer esse processo, se Deus o fizer ocorrer em nós; mas Deus só pode fazê-lo se for um homem.

Assim como nosso pensamento só pode ir adiante por ser uma gota tirada do oceano da inteligência divina, assim também, nossa tentativa de matar o velho homem, só pode dar certo, se participarmos da morte de Deus.

Porém, só podemos participar desta morte se Ele morrer; e Ele só pode morrer se for homem. É nesse sentido que Ele paga as nossas dividas e sofre por nós aquilo que, (por sua própria natureza), não poderia sofrer de modo algum.

Nota: Cristo entregou-se a submissão e à humilhação perfeita: perfeita porque era Deus; submissão e humilhação porque era homem.

Você talvez equacione da seguinte forma: “de que isto nos serve se não podemos compreender?”

A resposta, porém, é fácil. Assim como você pode jantar sem saber exatamente de que modo os alimentos o nutrem. Da mesma forma, pode aceitar a obra de Cristo sem saber como ela funciona.

Nota: Alias, é certo que para entendê-la, tem de aceitá-la primeiro.

Se você está encontrando dificuldade para entender, saiba que isto é normal, Maria também encontrou essa dificuldade, e o anjo precisou explicar.

Então, disse Maria ao anjo, como seria isso...? Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá como a sua sombra... Lc 1.34,35

A nossa crença está (fundamentada) em que, se partilharmos de algum modo da humildade e do sofrimento de Cristo, também partilharemos do Seu triunfo sobre a morte, (encontraremos uma nova vida após a morte), e nela seremos criaturas perfeitas e perfeitamente felizes.

Nota: Isto não implica em entender, mas em crer e obedecer.

A ciência investiga quando ocorrerá o próximo passo da evolução (um passo que aperfeiçoaria o homem moderno), mas, segundo a Bíblia, esse passo já foi dado. Em Cristo, um novo homem surgiu; e o novo tipo de vida que começou n’Ele deve ser instilado (ou seja, introduzido gota a gota) em nós.

Resta uma pergunta: Como isso pode ocorrer? Encontraremos a resposta quando nos lembrarmos de como adquirirmos a nossa forma ordinária de vida (a nossa forma biológica).

Nós a recebemos de outras pessoas, (de nossos pais e de todos os nossos ancestrais), independentemente de um consentimento nosso e mediante um processo muito curioso, que envolve o prazer, a dor e o perigo: um processo que nunca teríamos imaginado.

Nota: Para a maioria das crianças a forma como a vida se origina é um processo muito estranho e difícil de entender, por isso surgiu à história da cegonha. Pelo mesmo motivo foi inventada a história da maçã.

O Deus que criou esse processo (estranho, mas perfeito) é o mesmo que planejou como o novo tipo de vida seria difundido.

Não devemos nos surpreender se (também) esse processo for estranho (e perfeito). Assim como Deus não quis ouvir nossa opinião quando inventou o sexo, também não nos consultou a respeito desse novo tipo de vida em Cristo.

Esta é uma maneira muito particular de ver a expiação, mas não podemos negar que é uma forma interessante de lhe preparar para entrar no ano novo. Lembrando que Cristo faz toda a diferença, porque é n’Ele que encontramos um novo tipo de vida.

Feliz 2012!
Ap. Doriel Bezerra Dias

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

NATAL



Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado. Lc 2.1

César Augusto era o título dado ao imperador de Roma. Ainda temos a palavra “augusto” em nosso vocabulário, significando alguém de status imponente e majestoso.

‘O nome do César Augusto, que se refere o texto, é Otaviano. Ele era perigosíssimo para seus inimigos. Quando tinha 16 anos, Cícero celebre orador e importante senador romano, comentou a seu respeito: “Otaviano é um rapaz habilidoso que deveria ser louvado, honrado e eliminado”. No entanto, foi ele que eliminou os seus rivais, uma a um, até ser nomeado, pelo senado, o César Augusto.

Esse homem literalmente regia o mundo conhecido. Governava os governantes. Seu controle inconteste inseriu o mundo na “pax” romana (período de ausência de grandes guerras). Claro, nem todos queriam ser governados por Roma; no entanto, o exército desse homem era tão poderoso que ninguém ousava desafiá-lo.
Talvez nenhum outro ser humano, antes ou depois, tenha tido tanto controle, e um controle tão firme, sobre tantos no mundo inteiro durante tanto tempo. Houve época em que ele contou com um exército de 500 mil soldados, o que lhe custava um bocado de dinheiro.

Otaviano era um homem inteligente e, um dia teve a idéia de como pagar todos os seus soldados. E assinou um decreto para que todo mundo pagasse imposto.

Bastou ele levantar um dedo, proferir uma palavra e o mundo todo se mexeu para obedecê-lo, inclusive um carpinteiro de uma obscura província, situada a mais de dois mil quilômetros de distância.

Era uma viagem arriscada, pois a sua mulher estava grávida e se aproximava o dia da criança nascer. Mas o decreto imperial tinha que ser obedecido. Todos tinham que ir a cidade de origem para se cadastrar. Casamentos foram adiados, negociações e viagens foram suspensas, pois ninguém poderia deixar de comparecer.
E como resultado uma criança nasceu em uma cidadezinha que, para o historiador comum, foi pura coincidência, mas para os escribas e os sacerdotes de Jerusalém, era a cidade mencionada em uma antiga profecia sobre a vinda do Messias.

Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Mq 5.2

As profecias se cumprem, pois Deus é poderoso para fazer o que disse que ia fazer, mesmo quando parece que nada está acontecendo. Portanto as profecias sobre a sua vida se cumprirão no devido tempo. Ele não conhece limites; e usa quem quer e do jeito que quer. Portanto descanse e saiba que o Senhor é Deus.

A profecia afirmava que o Messias nasceria em Belém. Mas José e Maria moravam em Nazaré, e jamais iriam para Belém naquelas circunstâncias, a não ser que:

(...) E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto.... Lc 2.1

Aconteceu por quê? César responderia que foi porque ele quis. (César decretou. César tinha o controle). No entanto, o Dr. Lucas, fundamentado nessa profecia messiânica, levanta uma questão:

Que rei está no comando deste acontecimento? Quem é de fato o senhor desta história?

Na realidade, essa é a história de duas cidades. Em um palco estava Roma, o reino do dinheiro, dos soldados, dos palácios e dos títulos. Em outro estava Belém, o reino dos estábulos, das manjedouras, das mulas e dos pastores.

Em Belém estava outro tipo de reino. Qual dos dois reinos você escolheria? Ou melhor, qual dos dois você tem escolhido? (Não em palavras, mas em atitudes). Embora Roma impressionasse e deslumbrasse, era em Belém que os anjos cantavam.
O trono de César estava em Roma e era passageiro, mas o bebê da manjedoura ficaria eternamente entronizado nos corações e nas casas de adoração espalhadas por todos os continentes.

A ilusão do controle é uma mentira vital, pois o ego precisa dela para sobreviver. Se o ego está no centro de sua vida, você vai usar o poder do dinheiro e do convencimento; vai usar o poder do prestigio, de relacionamentos importantes e de cargos; e até o poder de conquistas sexuais, para sentir que controla. Para sentir que é alguém. Mas, a verdade é que não tem o controle.

Precisamos aceitar a realidade que não temos o controle total de nada, nem da própria vida. Como diz o provérbio:

Muitos são os planos do homem, mas o que prevalecerá é o propósito do Senhor. Pv 19.21

Nota: O termo bíblico para isso é rendição.

Não sabemos (com exatidão) o dia, nem mesmo o mês do nascimento de Jesus. O que tem gerado discussões teológicas, mas diante de tudo o que Ele representa que importância tem isto? O que importa é que a profecia se cumpriu e o Messias nasceu (e nasceu em Belém).

Certa vez recebi um folheto que dizia:

Jesus morreu na Cruz, isto é história...
Jesus morreu na Cruz por mim, isto é salvação!

Neste Natal reflita sobre isto.

domingo, 11 de dezembro de 2011

E DEUS VIU

Quando Deus examinava a terra descobriu um grupo de pessoas voltadas para Ele. Eram pessoas comuns, feitas de carne e osso, mas que queriam se achegar a Ele. Pessoas que tinham lhe entregado totalmente o coração, sem restrições – sem nenhum ressentimento trancado no armário ou varrido para baixo do tapete.

Não eram perfeitas, mas quando erravam admitiam o erro se arrependia e buscava um concerto. Pessoas que sofriam com os erros cometidos, pois estavam preocupadas com as coisas que desagradam a Deus.

Eram pessoas cuja vida estava em harmonia com Deus, pois tinham o coração sensível às coisas d’Ele. Pessoas que se importavam com o que Ele se importa. Quando algo entristecia ao Senhor, também entristecia a elas. Pessoas que buscam, constantemente, conhecer a vontade d’Ele para obedecer.

Sabem que o Senhor tem em mente algo interessante para elas, e, surpreendentemente, não ficam ansiosas perguntando: Será amanhã ou no próximo mês? Será no próximo ano ou daqui a dez anos? Não sabem quando, mas sabem que acontecerá no tempo de Deus e que este é o melhor momento.

Sabem que o Senhor nunca se precipita. Pois quando Deus desenvolve nossas qualidades interiores, Ele nunca tem pressa. O caráter pode ser desenvolvido durante toda a vida.

Procuram fazer bem as pequenas coisas, pois querem ser aprovados para as grandes coisas.

Procuram estar preparados, pois sabem que as promoções de Deus são geralmente súbitas e surpreendentes, e quando menos se espera elas surgirão. Vai ser como a volta de Jesus – repentinamente e surpreendentemente, Ele vai abrir as nuvens e estar conosco.

Entre este povo não há competição. Nenhum tenta tomar o lugar do outro, pois não sente inveja e não há presunção. Sabe esperar, pois confia no Senhor para abrir todas as portas.

Deus viu que aquele povo tinha as características da humildade, e um coração para servir, e o chamou de Obreiros de Cristo. Parabéns! Você faz parte deste povo. Nós somos uma família. Você é um escolhido.

Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração. 2Cr 16.9

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O MONTE


O monte é um lugar de visão. Nele você amplia a visão em sua volta e também no seu interior. Os montes parecem ser os lugares prediletos de Deus.

‘Ele se encontrou com Abraão no monte Moriá. Falou com Moisés em uma sarça em chamas sobre o monte Horebe. Entregou as tábuas da Lei no monte Sinai. Falou com Elias em cima de um monte, no “murmúrio de uma brisa suava”.

Se você parar para pensar, verá que o monte é onde céu e terra mais se aproximam um do outro. Há algo transcendente (e carismático) no monte. O profeta Ezequiel, (dar a entender), que o jardim do Éden ficava sobre um monte.

Estavas no Éden jardim de Deus; (...) permanecias no monte santo de Deus... Ez 28.13,14

A altura sempre nos sugere transcendência, poder e visão. Ela é venerada por muitos.

No mundo antigo, os altares costumavam ser construídos em “lugares altos”. Mesmo hoje falamos em padrões e idéias elevadas. Funcionários públicos e executivos de empresas privadas disputam lugar em cargos superiores. Quando alguém se mostra pretensioso nós o mandamos descer do salto.

Grandes alturas nos inspiram, mas também nos humilham, porque expõem nossa pequenez.

Quando o súdito comparece diante do rei, ele se curva, reconhecendo que está na presença de alguém de posição mais elevada;

Quando o crente, de qualquer religião, ora (ou reza), se ajoelha, reconhecendo que está na presença do seu senhor. (O seu “deus”);

Quando o rapaz pede a moça em casamento, ele se apóia sobre um joelho, reconhecendo que está na presença de sua senhora.

Um dos nomes de Deus é “Altíssimo”. Este nome é usado cerca de 50 vezes na Bíblia, significando que Ele está acima de tudo.

A Queda significou deixar o Éden e, portanto o monte. Não podemos ignorar algo sobre o cume do monte: ninguém tem permissão para ficar lá permanentemente. Todo mundo precisa retornar ao vale e enfrentar a vida lá embaixo. Isso significa que de vez em quando a dúvida se levantará.

Nota: Já tivemos experiências que “não sabemos se a terra subiu ou se o céu desceu”, mas que gostaríamos que não parasse. Que nunca se acabasse. E depois veio a dúvida.

Jesus costumava subir no alto de um monte para orar. Assim, Pedro, Tiago e João não se surpreenderam quando, certo dia, Ele os levou consigo até o monte, que às vezes é chamado de monte da transfiguração.

Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e levou-os sós, à parte, a um alto monte. Foi transfigurado diante deles; as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobre modo brancas, como nenhum lavandeiro da terra as poderia alvejar. Apareceu-lhes Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus. Mc 9.2-4

Eles tiveram a oportunidade de vê-lo transfigurado no alto do monte.

Eu gostaria de levantar uma questão: Que idéia você tem da “transfiguração”? Para você a transfiguração é apenas brilho no rosto, como aconteceu com Moisés? Ou é algum efeito especial como os que temos visto no cinema? O que é a transfiguração para você?

‘Sabemos que transfigurar é transformar em algo diferente, mas biblicamente falando, esta resposta não é suficiente.

‘Costumamos falar no arrebatamento apenas como um transporte sobrenatural. Da mesma forma que você é transportado em espírito, (inclusive com a mesma velocidade). Num piscar de olhos você sai de um lugar para outro independente da distância. No arrebatamento ocorrerá isto, só que com o corpo, e este corpo estará transformado (ou melhor, transfigurado) pela glória de Deus.

Nota: É assim que penso. Teremos as vestes adequadas para estar na presença do Senhor. Esta é uma posição elevada que (realmente) desejo, e você?

Quando falamos no arrebatamento pensamos em “ser transportado” as alturas e encontrar com Jesus. Não costumamos pensar que nosso corpo sofrerá uma transformação radical e simultânea. Vejamos o que a Bíblia diz:

Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdará a incorrupção.

Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta.

A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 1Co 15. 50-53

Pedro vendo Jesus transfigurado reagiu sugerindo que permanecessem naquele lugar e, (em um comentário que revela a incrível falta de entendimento), propôs construírem tendas para Jesus, Elias e Moisés,

Pois não sabia o que dizer Mc 9.6

Quando você não sabe o que dizer, o bom senso diz que é melhor ficar calado, (é melhor não dizer nada), mas, ao que tudo indica isso não passou pela cabeça de Pedro. E essa experiência no cume do monte não o impediu de negar Jesus na frente de todo mundo quando foi pressionado pela criada do sumo sacerdote.

Por que não podemos ficar para sempre no monte? Não sei. Talvez seja porque, por mais que a felicidade seja importante, há outras coisas que devem acontecer, de modo que a felicidade não se torne o tipo errado de “deus”.

Talvez, se ficarmos tempo demais no cume do monte, corra o risco de adorar o monte, onde encontramos Deus, em vez de adorar o próprio Deus. Vamos sempre ficar procurando a sensação da experiência. Muitos caem nesta cilada e só querem sentir.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

FÉ, CRENÇA OU CONVENIÊNCIA?

Fé é crer com o corpo o que afirmamos crer com a mente. Observe dois sujeitos que professam a mesma fé e provavelmente descobrirá que têm convicções diferentes.

Todos têm convicções sobre o que crêem, e elas podem ser: Púbica (o que digo ser); privada (no que penso crer) ou íntima (no que revelo crer pelos meus atos). Veja o que você anda fazendo e descubra no que (realmente) você crê!

As convicções públicas são aquelas em que você quer que as pessoas pensem que você acredita em algo, mesmo que não seja verdade.

‘Por exemplo: Uma senhora lhe pergunta o que acha da sua aparência, (maquiagem ou do seu vestido), mesmo que a resposta certa seja: “Está horrível.” Você não faz a declaração deste tipo para manter um bom relacionamento, (ou simplesmente para ser simpático).

‘Personalidades públicas são famosas por anunciar suas convicções com o intuito de criar uma impressão em vez de transmitir a verdade. Por exemplo: “Este é o melhor país sobre a face da terra”; “Esta é a eleição mais importante da nossa vida”. Embora não seja verdade, soam como se fosse e permite ao falante impressionar os ouvintes.

‘Tem sido assim durante muito tempo. Depois que Jesus nasceu, o rei Herodes disse aos magos:

Vão informar-se com exatidão sobre o menino. Logo que o encontrarem, avisem-me, para que eu também vá adorá-lo. Mt 2.8

‘Esse não era o verdadeiro intento de Herodes. Ele só queria influenciar os magos a seu favor.

Convicções privadas são aquelas em que você pensa acreditar, mas que no final das contas, sua crença é ilusória. Por estranho que pareça você pode acreditar em algo e ao mesmo tempo as suas convicções serem contraditórias.

A convicção parece real no momento, mas se as circunstancias mudam, ela também muda.

‘Um exemplo bíblico disso aconteceu na noite antes de Jesus morrer, quando ele anteviu que Pedro o negaria, e Pedro discordou:

Ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei! Respondeu Jesus: “Asseguro-lhe que ainda hoje, está noite, antes que duas vezes cante o galo, três vezes você me negará. Mas Pedro insistia ainda mais:Mesmo que seja preciso que eu morra contigo, nunca te negarei”. E todos os outros disseram o mesmo. Mc 14.29-31

No momento em que proferiu estas palavras, é evidente que Pedro estava sendo sincero, embora suas convicções não fossem verdadeiras, pois não se sentia da mesma maneira, quando foi confrontado pela criada do sumo sacerdote.

Estando Pedro embaixo no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote e, vendo Pedro, que se aquentava, fixou-o e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno. Mas ele o negou, dizendo: Não o conheço, nem compreendo o que dizes. E saiu para o alpendre. Mc 14.66-68

Às vezes achamos que temos convicções, mas elas se mostram instáveis, pois, não são profundas, e, quando as circunstancias se alteram, sentimos diferente. Eu diria que algumas vezes estamos sinceramente enganados.

As convicções privadas envolvem um auto-enganou: queremos acreditar em algo, ou estamos empenhados em acreditar, mas no fundo sabemos que é falso. Isto acontece com freqüência num relacionamento onde um dos cônjuges quer acreditar que o outro vai mudar, embora não veja mudança.

Acontece também em relacionamentos comerciais, e o mais comum é no esporte, onde torcidas inteiras querem acreditar que o seu time pode ser campeão, quando ele corre o risco de rebaixamento. (E por incrível que pareça elas acreditam no que estão dizendo). O mesmo acontece com Pais que exageram as habilidades dos filhos.

Um grupo estava estudando a passagem bíblica sobre o profeta Eliseu e seu servo no momento em que o inimigo vinha contra eles e o servo se sentia muito inseguro. Eliseu orou para que Deus lhe abrisse os olhos, e de repente o servo viu que estava cercado de anjos e carros de fogo, o que significa que estava seguro sob os cuidados vigilantes do Senhor.

‘O líder do grupo perguntou: “Como reagiriam se acontecesse a vocês uma coisa dessas?” É uma boa pergunta. Como você responderia a ela? Um dos integrantes do grupo, (considerado um homem brilhante, com título de ph.D.), e que passara a vida inteira na igreja respondeu: “Eu ficaria surpreso em descobrir que aquilo em que acreditei a vida inteira acabava de se revelar verdadeiro”.

Confesso que para mim é difícil entender esta resposta. O que significa crer em alguma coisa se me causaria surpresa ela se mostrar verdadeira? Às vezes é difícil para alguém (razoavelmente) honesto expressar aquilo em que acredita.

As convicções íntimas são aquelas que se revelam em nossos atos diários, (no que fazemos de fato). Compõem o que poderia ser chamado de “mapa mental”. Cada um de nós tem um mapa mental sobre como as coisas são e como a vida funciona de verdade.

‘Por exemplo: Acredito que, se eu puser a mão no fogo vou me queimar com a mesma convicção que acredito na gravidade. Isto faz parte do meu mapa mental, portanto não preciso me esforçar para me comportar de modo coerente com o fogo e nem com a gravidade.

Não preciso demonstrar a ninguém a minha crença na força da gravidade. Não preciso lembrar a mim mesmo que não devo saltar de um prédio de dez andares. (Por outro lado se eu quisesse cometer suicídio eu saltaria), meus atos são sempre o resultado de meus propósitos e de minhas convicções íntimas.

Nota: Seus atos revelam em que você realmente crê. Da mesma forma os meus atos revelam em que de fato creio.

Existem determinadas situações em que mesmo sabendo que tem total segurança você hesita. Para alguns é andar numa montanha russa, para outros é andar de avião ou de barco, e para outros um elevador panorâmico.

‘Todos acreditam na segurança, mas quando arrisca descobre que o corpo não acredita que está seguro. (As glândulas sudoríparas têm duvidas a respeito. As batidas do coração aumentam. O estomago protesta). Você tenta convencer o corpo de que ele está seguro, mas ele parece não ouvir. Entretanto outras pessoas fazem essas coisas todos os dias. O corpo delas acredita estar seguro

É estanho, mas é comum você acreditar em algo que seu corpo não acredita, vejamos alguns possíveis exemplos:

‘A Bíblia diz: Não julguem para que não sejam julgados. Mt 7.1 Todos crêem nisso, mas é evidente que a boca de muitos não está nem um pouco convencida.

É melhor dar do que receber. At 20.35 Ninguém contesta este ensino, embora alguns não consigam abrir a mão.

Fé é crer com o corpo o que afirmo crer com a mente.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BOA-FÉ

Uma coisa é dizer que crê e outra bem diferente é acreditar no que diz que crê. Veja o que você anda fazendo e descubra no que (realmente) você crê!

O melhor indicador de suas verdadeiras crenças e propósitos são os seus atos. Eles sempre fluem do seu mapa mental. O que você afirma crer pode ser falso. O que você pensa crer pode ser transitório.

Vivemos sempre a mercê do que pensamos que as coisas são. Por exemplo: Embora a mentira seja uma abominação para o Senhor, algumas vezes agimos como se fosse necessária para evitar um constrangimento, uma dor ou simplesmente para levar vantagem.

Nosso comportamento também trás a tona o que (realmente) cremos a respeito de Deus. Eu o desafio a examinar a crença de que Deus sempre está presente e nos observando.

Acompanhe o meu raciocínio: Se o seu patrão, seu cônjuge ou sua mãe estivesse lhe observando o tempo todo, você evitaria alguns comportamentos negativos, porque você não poderia dizer que é mentira o que sabia ser conhecido. Não faria certas coisas. Seu comportamento seria alterado.

No entanto, praticamos coisas que sabemos desagradar a Deus. Será que cremos realmente que Ele está presente ou temos a capacidade de deixar de lado essas crenças quando nos é conveniente?

Identificamos como má-fé o comportamento de alguém que afirma crer de um modo, porém age de outro. Por outro lado, denominamos boa-fé a coerência entre o que afirmamos crer e como agimos de fato.

No testemunho de Jesus há coerência. O que Jesus pensava e dizia estava em harmonia com o que fazia. Ele era um Homem de boa-fé. Ele também era um mestre. Que tipo de mudança, você acha, que Jesus está interessado em efetuar, na sua e na minha vida?

Nota: Como qualquer bom professor, Ele está interessado em como as coisas verdadeiramente são – sem dissimulação nem auto-engano.

Havia coerência entre o que Jesus dizia, pensava e fazia. Ele acreditava existir um Pai Celestial sempre presente com Ele, que o amava. Jesus acreditava nisso como nós acreditamos na lei da gravidade.

Os discípulos olhavam para Jesus e pensavam: “Eu gosto da vida dele. Queria ser capaz de viver do mesmo jeito” (por isso o seguiam). Quando tentaram fazer o que Jesus disse, descobriram que seus ensinamentos faziam sentido. O perdão funcionava melhor que a vingança.

O crescimento dos discípulos se deu mais ou menos assim: primeiro, eles tiveram fé em Jesus; depois começaram a ter a fé de Jesus.

A mais profunda convicção do cristão é a de que Cristo não estava errado.

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Deus abençoe